A respeito do concurso pra dar nome ao Salão Nobre

Na última vez que a gente olhou, a maioria dos comentários no face era de pessoas que reprovavam a decisão da prefeita Paula Mascarenhas de fazer um concurso público para dar nome ao hoje chamado Salão Nobre, da prefeitura.

Ninguém supunha um concurso assim. Tb não poderia supor que, existindo o concurso, que seria tão restrito nas opções.

Paula explicou:

“O nome Salão Nobre nos remete às origens da elite pelotense; aspecto que integra a nossa história, mas que já foi superado. Queremos e trabalhamos para que Pelotas seja uma cidade de todos”.

A prefeitura elaborou uma lista tríplice de nomes para a sala.

Votantes terão de optar por:

  1. João Simões Lopes Neto (escritor, que já nomina o Aeroporto e um Instituto).
  2. Blau Nunes, personagem ícone de João Simões Lopes Neto, no livro Contos Gauchescos.
  3. Salão Nobre, mesmo nome de agora.

O anúncio do concurso de lista seleta foi uma homenagem evidente ao Aldyr Garcia Schlee, escritor, que amava a obra de João Simões Lopes Neto, sobre a qual se debruçou com paixão. Anúncios feitos, aliás, durante homenagem ao Aldyr, nesta terça-feira.

Em termos práticos, e invocando o humor, o que se deu foi o anúncio de um concurso monotemático com jeito de democracia na Venezuela. Lista de três nomes, dois deles da preferência da prefeita (que adorava Schlee e ama Lopes Neto, cujo Instituto homônimo presidiu), e um nome, o atual, uma preferência absoluta da Inércia.

Pelo menos 66% de chance de emplacar a preferência da prefeita.

Paula propõe mudar nome do Salão Nobre da Prefeitura porque ele ‘remete à elite superada’

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