Menos “formalidades”! Obrigado.

O próximo Dia do Trabalhador terá um sabor diferente e será de extrema importância, para o tão comentado assunto de “igualdade”: não serão mais necessárias, algumas expressões que eram obrigadas por lei. Sinceramente falando, eu não tinha conhecimento que existia uma “lei”, unicamente para este ponto.

Através de um decreto publicado no Diário Oficial da União, termos como Vossa Excelência, Excelentíssimo, Vossa Senhoria, Vossa Magnificência, doutor, ilustre e ilustríssimo, aparentemente, não precisarão mais ser escritos ou ditos por nós, simples cidadãos.

Já pedindo perdão e desculpas por minha tamanha ignorância, alguém saberia me informar o que significa a expressão “magnificência”? Confesso que nunca a ouvi na sala de aula ou na faculdade. Será que somente grandioso ou magnífico, já não seria o bastante para apontar quando algo é realmente um “estouro”?

Quando realizei um estágio no Foro de Pelotas, há muitos anos, sentia uma pequena dificuldade em redigir alguns destes termos e outros tantos. Ficava pensando, e não quero parecer oportunista de forma alguma, se apenas utilizar as expressões “senhor” ou “senhora”, já não estaria enquadrado dentro da educação que tivemos de nossos pais e professores?

Algumas leis brasileiras têm a vocação para complicar o que não precisa, mas são brandas e omissas quando mais precisamos. A obrigação de utilizarmos termos “imponentes”, “pomposos” e “gigantes”, apenas para nos comunicarmos com outra pessoa, realmente me parece desnecessário e com um pequeno tom de superioridade.

Antes de termos uma profissão, seja ela bem sucedida ou não, somos simples seres humanos e não necessitamos outro dialeto do que senhor ou senhora. Uma determinada especialização acadêmica não torna uma pessoa diferente, inclusive no momento em que houver comunicação. A utilização destas complicadas e contestáveis expressões ajudam para que os sentimentos de “plenitude”, e consequentemente de “acuação”, andem lado a lado.

Não pronunciar os termos descritos acima, não quer dizer que o respeito esteja sendo esquecido. Além do mais, evitará gafes visíveis e coloquiais, pela dificuldade de ser empregado no momento exato.

A minimização de algumas formalidades torna-se interessante e extremamente importante, para a desburocratização entre alguns pontos. O diálogo aberto e o respeito mútuo, além de abrir preciosos caminhos, deverá sempre vir em primeiro lugar entre qualquer país, classe social, cor, orientação sexual, religião, partido político, escolaridade, preferência esportiva, enfim…

Pode parecer um assunto sem nexo ou importância, porém ficaremos todos um pouco mais próximos. Esta proximidade não quer dizer que os “poderes” delegados aos profissionais percam força ou validade. Tampouco este aspecto deva ser mexido, de forma alguma.

“Magnificente” ideia!

© Marcelo Oxley

Facebook do autor | E-mail:marceloesporteucpel@yahoo.com.br

1 thought on “Menos “formalidades”! Obrigado.

  1. Esses termos, “pomposos” segundo o articulista, são expressões de tratamento regrados pela Língua Portuguesa e encontráveis em qualquer livro da boa gramática, e que se aprende no dia beijo fundamental. Quanto ao “Magnificência” é o tratamento protocolar dispensado a reitores de universidades.

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