Esta imagem é meramente ilustrativa

Roni Quevedo

Este produto é um atentado aos bons costumes. Pode-se pensar e dizer, que é uma arma. Fatalmente uma arma.

Com certeza uma das piores invenções do ser humano.

Não existem níveis seguros para o consumo desta substância.

Está acondicionado em pacotes com 20 unidades. Cada unidade mortal mede 9 cm e pesa 0,85 g. Custo muito acessível, mais barato se comparado com muitos alimentos.

É um produto capaz de desencadear doenças crônicas, incapacitantes e mortais, todas estas consequências ocorrem inclusive nos fumantes passivos.

Este produto que mata metade dos usuários habituais, exatamente por serem habituais usuários. Por esta razão é direcionado para o consumo de crianças e adolescentes, assim substituindo as 428 mortes diárias no Brasil. É um produto único, mata os não usuários também.

Estas informações, com potencial de morbidade e mortalidade efetiva, foram comprovadas por seus produtores – a Indústria do cigarro.

Ocasiona a doença denominada de tabagismo, que é tratável e pode ter cura.

Nenhum outro produto de livre comércio apresenta estas características: forte dependência, contaminação da água, do solo e do ar, incêndios, sofrimento, muita morte e um imenso lucro.

Durante a industrialização do cigarro são adicionadas ao tabaco substâncias com a intenção exclusiva para criar dependência/escravidão nos usuários.

Segundo declarações do produtor, cada unidade está composta por mais de 6.000 substâncias químicas, a maioria delas é tóxica. Várias são cancerígenas, outras com propriedade de causar dependência química, física, psíquica e comportamental.

São identificadas substâncias tais como veneno para ratos e baratas, ácidos corrosivos, produtos de limpeza, etc. neste objeto abjeto.
É possível imaginar que uma “grande Indústria multinacional” bem estruturada, se propõe a criar um produto para criar dependência, doença, gerar pobreza e morte?

A imagem, realmente, é meramente ilustrativa.

* Roni Quevedo é médico.

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