Até outro dia ‘ninguém’ se lembrava do Jockey

O Conselho de Cultura é um colegiado formado por representantes de vários setores, prefeitura inclusive. Não se sabe quem do Conselho votou a favor de recorrer ao Ministério Público, em nome da ‘preservação do patrimônio’, no caso das obras da Havan na cidade. Sabe-se que foi a maioria.

Em termos práticos, porém, ao reclamar uma posição jurídica do Ministério Público sobre a preservação do esquecido Jockey, que teria apenas de recuar um pouco as raias para receber a loja da Havan e do Zaffari, o Concult segurou o empreendimento.

O dono da Havan, Luciano Hang, é conhecido pela rapidez com que faz negócios e abre lojas. O mínimo gesto contrário ao empreendimento poderia ser o suficiente para inviabilizá-lo, como agora ele próprio, Luciano, diz que pode ocorrer.

Ninguém se lembrava do abandonado Jockey Club até outro dia, a não ser os aficionados. Por sinal, a despreocupação com o patrimônio cultural do lugar vem de longa data, uma vez que o Hipódromo tem sobrevivido da iminência de fechar as portas, o que fala por si.

De repente, se lembraram de se ‘preocupar com o Jockey’, as raias, as estrebarias, os cavalos, tudo.

O que fez o Concult, ao buscar o MP, não tem nada a ver com cultura. Tem a ver com “política”, nada mais.

Pergunte à população pelotense o que ela prefere: se a preservação original do Hipódromo ou sua chegadinha um pouco pra lá para receber a Havan, o Zaffari e 400 empregos?

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3 thoughts on “Até outro dia ‘ninguém’ se lembrava do Jockey

  1. Concordo, antes da intenção da utilização do Jockey pela Havan e Zaffari quase todo mundo estava “c…” pra aquela propriedade.
    Tomara que o empreendimento saia do papel, já que aquela área teve importante intervenção da Prefeitura de Pelotas, nas Avenida Salgado Filho, Rua Zeferino Costa e Avenida 25 de julho (que pode ser utilizada para acessar a BR-392).

  2. Façamos Justiça, a população desempregada e a cidade, precisa saber quem, deste CONSELHO, votou para “empatar” o empreendimento, quem escondido no meio de outros votou pelo ATRASO. Aposto no “Amigos de Pelotas” na busca pela verdade dos fatos…

  3. Jockey Clube estava morrendo, teve uma sobrevida ao vender sua sede do centro – hoje Tabelionato Lorenzi. No governo Martini foi promulgada lei que tornou aquela área patrimônio e dando destinação exclusiva para corridas de cavalos. No RS só há dois hipódromos atuantes, o nosso e o de Porto Alegre. E agora quando pode se recuperar dignamente vem esses ” empata f…” querendo melar o negócio.

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