Presidente do Cremers preocupado com a ‘inflação de médicos’

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul está contrariada com o governo federal.

O presidente do CREMERS gaúcho, Eduardo Trindade, reclama que o MEC não vem respeitando portaria de 2018 que suspendeu por cinco anos a criação de novos cursos de Medicina no país.

“Desde então, foram abertas 21 escolas de Medicina pelo país. Além disso, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior tem autorizado o aumento de vagas em diversas instituições. Mais do que quantidade, é preciso zelar pela qualidade. A geração de faculdades médicas ocorre de forma desordenada, muitas vezes desprezando aspectos essenciais da formação”, argumenta Trindade.

O presidente apontou que, em 2020, o país alcançará a marca de 500 mil profissionais na área.

“O que deveria ser uma preocupação social legítima, reforçando o atendimento aos cidadãos, tornou-se uma indústria movida pelo interesse financeiro”.

“É evidente que a população enfrenta dificuldades no acesso à saúde. Porém, não faltam médicos. Faltam estrutura e condições para o atendimento adequado”, afirmou Eduardo Trindade.

Entenda o caso

Assinada em 5 de abril de 2018 pelo então ministro da Educação Mendonça Filho, a Portaria 328/2018 suspendeu, por cinco anos, os editais de chamamento público para autorização de novos cursos de graduação em Medicina.

A iniciativa considerou dados da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde e do monitoramento 2016-2019 do Plano Plurianual do Governo Federal. Os estudos concluíram que o Brasil atingiu a meta de criação de 11 mil vagas/aluno em cursos de graduação em Medicina por ano.

Além disso, a portaria também instituiu a criação de um grupo de trabalho para estudar a formação médica no país, em cooperação com o Conselho Federal de Medicina e associações médicas nacionais.

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