Freitas autografa romance de formação

Bildungsroman (romance de formação) “Odeio muito tudo isso” (Editora Chaos Books), do escritor e jornalista Luiz Carlos Freitas, retrata a história de Raul Seixas – Ráu -, adolescente em busca de identidade própria.

O livro terá sessão de autógrafos terça-feira(7), das 15h30 às 18h30, na Livraria Mundial, Rua 15 de Novembro, 564 (Centro).

“Optei por evento informal, intimista, a fim de valorizar a livraria, bater papo com os amigos e leitores entre livros, em ambiente exalando literatura. Aliás, a conjuntura contemporânea, marcada pelo imediatismo, o tecnicismo e a imbecilização, está acabando com o livro físico, a literatura, o prazer de ler, e temos que reagir. Não podemos ficar inertes, vendo a banda passar”, argumenta o escritor.

Freitas antecipa que, adolescente sensível – leitor de Zola, Kafka, Camus, Fante e Salinger -, Ráu sente desconforto com a mediocridade do ambiente escolar e começa a perceber que o “mundo adulto” pode ser um inferno. Solitário e reflexivo, sofre com a separação dos pais, as escolhas da irmã caçula, a incompreensão dos amigos e as frustrações amorosas..

O autor enfatiza que a realidade se torna um pesadelo para Ráu e a descoberta de possível vocação literária é a única saída diante de tantas dúvidas e angústias.

“A literatura o instiga a buscar experiências radicais, cruzando a fronteira sempre movediça entre o bem e o mal, a lucidez e o delírio, o prazer e a dor, a esperança e o medo. De repente, Ráu deixa para trás vida aparentemente tranquila e confortável em  condomínio de classe média  em Pelotas e se embrenha no caminho sombrio das drogas, da marginalidade e da prostituição. Sua existência é tomada por um torvelinho de episódios e sensações desencontradas que aos poucos vão compondo labirinto assustador”.

Romance polêmico, desafiador e original, “Odeio muito tudo isso” é escrito em linguagem ágil e inovadora, ao gosto dos jovens, levando-os a se identificar com as aventuras e desventuras de Ráu,  passageiro da agonia de despir a inocência e liberdade da juventude para vestir a roupagem de adulto em meio a um contexto familiar e social hipócrita – gerador de homens-toupeiras, destaca o autor.

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