Qual a sua definição para balbúrdia?

Antes de algumas linhas que escreverei sobre a agora tão pronunciada balbúrdia, gostaria de expressar que não tenho absolutamente nada contra faculdades, centros de especializações ou escolas. Além do mais, não sou “esquerda” ou “direita”. Não tenho partido ou tremulo alguma bandeira partidária.

O significado da palavra balbúrdia teima em andar de boca em boca, por todos os cantos do país; virou “modinha”. Já não sabemos mais quando e o melhor momento para utilizá-la. O seu desalinhamento já me parece nítido. Se você, por engano, colocou uma meia de cada par, cuidado: você pode estar cometendo balbúrdia.

Andar nu pelas ruas e urinar pelo chão, a meu ver não é balbúrdia e sim crime. E se porventura, um reitor admitir este tipo de piada dentro da sua universidade, ele precisa de um tratamento psicológico. Não vejo nada de manifesto sadio nesses atos, sequer entendo como um. Tenho plena convicção que o atual reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), muito agredido com palavras ultimamente, não concorda e condena tais acontecimentos que mancharam, lá em 2015, a nossa universidade. Da mesma forma, não entendo por qual motivo estão o associando com aquele triste episódio.

Estamos atravessando o ápice da intolerância: eu não presto, pelo simples motivo de torcer por um time contrário ao seu. E você também não me agrada, pois votou naquele candidato que não possui os atributos que eu julgo correto. E seguimos assim: sem saber dos reais acontecimentos, vamos “atirando” para todos os lados. As redes sociais nos proporcionam momentos agradáveis e também desagradáveis. É uma arma impiedosa, para alguns desprezíveis que tampouco buscam saber a verdade, mesmo que ela esteja bem debaixo de seus narizes.

Utilizar das “balbúrdias” da vida, apenas para menosprezar uma faculdade que já formou milhares de pessoas é um absurdo. Vamos fingir que está tudo maravilhoso e balbúrdias só existem naquele local. Ou vamos nos enganar que nos arredores da saudosa Universidade Católica de Pelotas (UCPel), local da minha formação acadêmica, está tudo tranquilo e os professores conseguem dar aula normalmente e sem barulho.

A aplicação desta palavra, no Brasil, é muitíssimo delicada. É preciso conter o alvoroço, porém, da maneira mais honesta e reta possível. Não podemos minimizar uma profissão ou um cargo pelos comentários insanos de alguns. Por outro lado, é necessário que se faça valer o respeito e se algo estiver errado, até mesmo dentro de uma faculdade, que o reitor intervenha, doe a quem doer.

A maior balbúrdia deste país é ainda existir famílias sobrevivendo com apenas um salário mínimo, é pagar pelo gás de cozinha quase 70,00 reais e por um litro de gasolina aproximadamente 5,00 reais. Balbúrdia é ver e sentir a roubalheira de alguns políticos e a tristeza de como agem as nossas leis (quando agem). Balbúrdia é ver pais abandonando os seus filhos, não apenas na parte financeira que também é fundamental, mas principalmente na questão afetiva.

Como vemos, estamos rodeados por balbúrdias e de “balbúrdios”, tanto em nossas faculdades, como no dia a dia. Se houvesse um pouco mais de educação, lá atrás, talvez a realidade fosse outra. Mas, por ora seguem recriminando inclusive a maneira de como alguns professores educam. Então, imaginem o que será desta nova geração?

“Não desvalorize uma pessoa, pelos atos de outra”. Chame a sua atenção, caso seja omissa, quando tiver que tomar uma decisão e não a faça. No mais, se cada um andar nos trilhos, a palavra balbúrdia logo estará perdendo forças novamente.

© Marcelo Oxley

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