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Brasil e mundo

Semelhanças entre a carta compartilhada por Bolsonaro e a de Jânio Quadros

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Bolsonaro está preocupado. É o que sinalizou ao compartilhar com contatos de WhatsApp um texto, de autoria desconhecida, que fala em um país ‘ingovernável’ sem conchavos. E que ele próprio, até agora, ‘só tentou e fracassou’.

Na mensagem virtual, o texto era introduzido como ‘apavorante’ e de ‘leitura obrigatória’. Em meio à pressão, insatisfação do Congresso e o avanço do caso Queiroz, o movimento é arriscado. O tom derrotista e catastrófico surpreendeu aliados do presidente.

Chama atenção a semelhança da análise apócrifa com a carta que o presidente Jânio Quadros tornou pública pouco antes de renunciar, em 1961: ambas têm tom vitimista, acusações vagas a inimigos e acenos a uma inabilidade de governar. Eleito sob uma onda moralizante e de estilo excêntrico, Jânio governou por sete meses.
Não significa, é claro, que o militar repetirá o destino do político nos anos 60, mas é curioso que o tom de ambos documentos, distantes mais de 50 anos um do outro, guardem tantas semelhanças.

Confira a seguir.

1. “Forças terríveis levantam-se contra mim”

Na carta, Jânio atribui a entrega do cargo a ‘forças terríveis’ que frustraram seus esforços à frente do executivo. Dizia ele que as tais forças lhe ‘intrigam ou infamam, até com a desculpa de colaboração’.

Ao contrário do texto derradeiro de Jânio, a análise endossada por Bolsonaro dá nome e sobrenome às tais forças: corporações. O texto fala em ‘políticos, servidores-sindicalistas, sindicalistas de toga e grupos empresariais’, ávidos por uma fatia do orçamento e por manter tudo como está. A inabilidade política de Bolsonaro teria escancarado que, sem o aval delas, nenhum presidente governa o País.

Há um trecho que ilustra bem essa ideia. “Que poder, de fato, tem o presidente do Brasil? Até o momento, como todas as suas ações foram ou serão questionadas no Congresso e na Justiça, apostaria que o presidente não serve para NADA, exceto para organizar o governo no interesse das corporações. Fora isso, não governa.”

2. “Se permanecesse, não manteria a confiança e a tranquilidade”

O texto compartilhado pelo presidente levanta três hipóteses para o futuro do Planalto — todas muito ruins, ao menos para o governo. “O moribundo-Brasil será mantido vivo por aparelhos para que os privilegiados continuem mamando.”

Na considerada mais provável, o governo seria ‘desidratado até morrer de inanição’. “Daremos adeus Moro, Mansueto e Guedes. Estão atrapalhando as corporações, não terão lugar por muito tempo.”

A outra prevê um país ‘ingovernável’ e investidores em fuga. “Teremos um orçamento destruído, aumentando o desemprego, a inflação e com calotes generalizados. Perfeitamente plausível. Claramente possível.”

E a terceira, chamada nuclear, fala veladamente na queda do presidente, alertando para uma ‘ruptura institucional irreversível’ cujo desfecho seria impossível prever.

3. “Desejei um Brasil para os brasileiros”

O tom vitimista é outro paralelo possível entra a carta de renúncia dos anos 60 e o texto de WhatsApp da atualidade. Jânio falava em corrupção, mentira, covardia de seus inimigos dentro e fora do Brasil. “Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou de indivíduos, inclusive do exterior”.

O texto de 2019 vê um Bolsonaro acuado, impedido de cumprir as promessas de campanha que o levaram ao Planalto. “Antes de Bolsonaro vivíamos em um cativeiro, sequestrados pelas corporações (…)  Agora, como a agenda de Bolsonaro não é do interesse de praticamente NENHUMA corporação (pelo jeito nem dos militares), o sequestro fica mais evidente e o cárcere começa a se mostrar sufocante”.

Também fala das críticas à atuação do presidente e seus aliados junto ao Congresso. “Se não negocia com o congresso, é amador e não sabe fazer política. Se negocia, sucumbiu à velha política. O que resta, se 100% dos caminhos estão errados na visão dos “ana(lfabe)listas políticos”?”

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Dia Nacional da Doceira agora é lei

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A partir de 2024, o 6 de Junho será celebrado em todo o Brasil como o Dia Nacional da Doceira. O PL 6328/19, de autoria do deputado federal Daniel Trzeciak (PSDB-RS), foi sancionado pela Presidência da República e publicado na edição desta quarta-feira (06/12) do Diário Oficial da União.

A data, segundo o deputado, é um reconhecimento à atividade que se destacou, principalmente, na Zona Sul gaúcha, por colaborar com o reconhecimento e a expansão do setor dentro da economia do país. Coincide ainda com a realização da Feira Nacional do Doce (Fenadoce) no município de Pelotas.

A iniciativa do deputado demorou quatro anos para se tornar lei. Foi apresentada em 9 de dezembro de 2019, tramitou pelas comissões da Câmara até chegar ao Senado em 2023, onde teve o parecer aprovado na Comissão de Educação, Cultura (CE) e Esporte em caráter terminativo. Foram 18 votos favoráveis e nenhum contrário.

A assessoria do deputado diz: “Trzeciak comemorou o reconhecimento da data pela valorização das mulheres que se dedicaram no passado e transmitiram, de geração em geração, um legado que se consolidou e transformou a Zona Sul do Estado no berço da produção doceira do Brasil, assim como aquelas que, atualmente, preservam essa tradição”.

Na justificativa do projeto, Trzeciak argumentou: “Quando o mercado do charque entrou em crise, foram elas (doceiras) que abandonaram seus postos de cuidadoras do lar para arcar com parte do orçamento familiar, lançando mão sobre a única habilidade que poderiam, à época, profissionalizar: a arte de produzir doces”.

Para Maria Helena Jeske, proprietária na empresa Imperatriz Doces Finos e representante do setor, a promulgação do PL 6328/19 é um dia especial. “O Dia Nacional da Doceira vem para nos fortalecer e nos orgulhar. Somos nós, as doceiras, que mantemos uma tradição de décadas viva. E sempre inovando para manter nossa história, nossa tradição e originalidade das receitas. Essa data nos aproxima, do Sul ao Nordeste. Sentimos valorizadas, reconhecidas e incentivadas”, elogiou.

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Região Sul entra em alerta laranja de tempestade

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A Região Sul está de novo sob alerta laranja de tempestade, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso será válido até o fim da noite desta quarta-feira, 6.

O alerta vale para os três Estados sulistas, que sofrerão com excesso de chuva. Há a expectativa de chover até 100 mm sobre a região, de 1h01 até 23h59 desta quarta-feira.

Fora o volume de acumulado de água, o Inmet avisa: o alerta laranja de tempestade representa a ocorrência de outros dois fenômenos climáticos. Os ventos, por exemplo, poderão atingir a velocidade de 100 km/h. Além disso, há possibilidade de queda de granizo. “Há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.”

Conforme o órgão, é preciso estar atento para não se abrigar embaixo de árvores, pois há risco de raios. Desligar aparelhos eletrônicos ou até mesmo o quadro geral de energia da residência e não estacionar carros próximos a torres de transmissão e a outdoors são outras orientações.Áreas da Região Sul afetadas pelo alerta laranja de tempestade

Confira, abaixo, a lista de regiões que estão incluídas na área de atuação do alerta laranja de tempestade do Sul do país:

  • Norte Pioneiro Paranaense;
  • Serrana;
  • Oeste Catarinense;
  • Sudoeste Rio-grandense;
  • Metropolitana de Curitiba;
  • Vale do Itajaí;
  • Noroeste Rio-grandense;
  • Grande Florianópolis;
  • Centro Ocidental Rio-grandense;
  • Centro Ocidental Paranaense;
  • Metropolitana de Porto Alegre;
  • Noroeste Paranaense;
  • Norte Central Paranaense;
  • Sudeste Rio-grandense;
  • Sudoeste Paranaense;
  • Oeste Paranaense;
  • Nordeste Rio-grandense;
  • Sudeste Paranaense;
  • Centro Oriental Paranaense;
  • Norte Catarinense;
  • Sul Catarinense;
  • Centro Oriental Rio-grandense; e
  • Centro-Sul Paranaense.

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