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Pelotas & RS

Aberta Semana de Combate ao Feminicídio

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Do site da prefeitura | A 1ª Semana Municipal de Combate ao Feminicídio e à Violência Contra a Mulher foi aberta, oficialmente, nesta segunda-feira (27), em cerimônia no Salão Nobre do Paço Municipal. Uma série de atividades busca conscientizar pelo fim dos abusos e promovem o acolhimento a mulheres que sofrem qualquer tipo de violência.

Três novidades marcaram o início da programação: o lançamento do portal virtual “Fale Sobre Você”; a assinatura da Lei nº 6.695, que assegura 10% das vagas nas escolas infantis para filhos de mulheres vítimas de violência doméstica; e a divulgação do edital para projetos de atendimento aos homens agressores.

O mês de maio foi escolhido para a programação pela relação com o mês das mães, em lei de setembro do ano passado. A iniciativa vem a somar-se aos trabalhos desenvolvidos pela Rede de Proteção à Mulher de Pelotas, que é referência para todo o Rio Grande do Sul, envolvendo Executivo, Legislativo, Judiciário, forças policiais e grupos da sociedade civil.

Foi com esse viés de qualificar cada vez mais o suporte dado aos envolvidos em violência doméstica que as novidades vêm para informá-los e engajá-los. Conforme a prefeita Paula Mascarenhas, as ações estão sendo desenvolvidas sempre em parceria com todas as representações, que oferecem sugestões, com inteligência e compromisso.

“Estamos caminhando para um momento de menos violência e de mais consciência da sociedade sobre esse assunto. De mais autonomia das mulheres, mais coragem pra enfrentar e denunciar, e também mais conscientização dos homens agressores, para que todos possam superar esses problemas. Também com o Pacto Pelotas pela Paz conquistamos muito no eixo da repressão e, mais importante, da prevenção, que prepara um novo futuro”, destacou a prefeita.

Todavia, a chefe do Executivo lembrou que, apesar da diminuição dos homicídios em 50% no primeiro quadrimestre do ano, e em 22% na comparação de 2018 com 2017, infelizmente o número de feminicídios cresceu em Pelotas, assim como em todo o Brasil. Por isso, no último encontro do Gabinete de Gestão Integrada Municipal, a Rede de Proteção à Mulher esteve presente para criar um espaço de diálogo permanente, com troca de informações com órgãos de segurança, buscando coletar informações precisas sobre a violência contra as mulheres no território, a fim combater com eficiência e, sobretudo, preveni-la — o grande foco.

Fale Sobre Você

Para os casos em que o ato de violência já aconteceu é que foram criadas três inciativas.

A primeira delas, o Portal de Acolhimento Virtual “Fale Sobre Você”, ligado ao site da Prefeitura, será um espaço de escuta e fonte de apoio para as mulheres que ainda não tiveram coragem de buscar ajuda na rede, explica a coordenadora do Centro de Referência da Mulher, Myryam Viegas. “Considerando que muitas vítimas sofrem caladas, por medo e vergonha, pensamos nesse espaço virtual”, afirmou

A partir de um formulário online, em que a mulher não precisa se identificar, ela relata sua situação; a ferramenta é voltada ao auxílio de como proceder. A triagem das histórias fica a cargo de um grupo de cinco pessoas, que vão direcionar as dúvidas à equipe técnica da Rede de Proteção.

Educação para filhos e emancipação para mães

A Lei nº 6.695, proposta pela vereadora Daiane Dias (PSB), determina que 10% das vagas nas escolas municipais de educação infantil (Emeis) sejam para filhos de mulheres vítimas de violência, quando o caso for devidamente investigado e comprovado. De acordo com a parlamentar, a ideia é promover a emancipação da mãe e auxiliá-la na busca por mais autonomia.

Proponente também da legislação que criou a Semana Municipal de Combate ao Feminicídio e à Violência Contra a Mulher, ela afirmou ser este um momento singular para o município. “Nós temos toda uma gestão comprometida, o que é importante salientar. A partir disso, se preocupa e promove o debate dessas questões”, disse.

A prefeita Paula enfatizou que a nova lei dá segurança às famílias ao oferecer um espaço de recuperação para a criança, em um ambiente saudável, e à mãe também a oportunidade de buscar um emprego e sua autonomia financeira.

Reflexão para os homens agressores

“Finalmente temos o retorno do projeto de atendimento aos homens agressores, que já tivemos e precisamos interromper. É um serviço fundamental, porque tão importante quanto a punição é a gente oferecer a recuperação desse homens, pra que não reincidam”, comemorou a prefeita.

A Secretaria de Assistência Social (SAS) divulgou, na abertura da programação, um edital de convocação voltado a Organizações da Sociedade Civil (OSCs). Elas devem apresentar projetos com foco em círculos reflexivos. As propostas podem ser encaminhadas à SAS até o dia 10 de junho.

O secretário Luiz Eduardo Longaray contou que, embora o serviço não seja de atribuição do Município, o governo fez questão de assegurar os recursos para que fosse ofertado aqui em Pelotas. “Colocamos mais um serviço à disposição, que é o tratamento dos homens agressores, um trabalho relevante que vai atacar a causa (do problema). Ter uma rede bem articulada nos orgulha muito”, comemorou.

Presenças

A abertura oficial da 1ª Semana Municipal de Combate ao Feminicídio e à Violência Contra a Mulher foi prestigiada pelos secretários de Cultura, Giorgio Ronna, e de Educação e Desporto, Artur Corrêa; assessora especial Clotilde Victória; delegada da mulher, Maria Angélica Gentilini; representantes da Patrulha Maria da Penha, da Brigada Militar e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Confira a programação completa

Terça-feira – 28/05

  • 8h às 10h – 1ª Oficina “Multiplicadores da Paz”, no auditório da Secretaria de Assistência Social (SAS).
  • 9h, 10h, 14h e 15h – Exposição “Não Abafa o Caso” (classificação indicativa: 14 anos). Permitido o acesso de até 30 pessoas em casa sessão. Visita agendada das Escolas Municipais. No prédio da UFPel, à rua Félix da Cunha, 520 (antiga Escola Sales Goulart), salas 204 e 205.
  • 19h – Roda de Conversa e Atividades Socioculturais na Comunidade, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Mário Meneghetti, Pestano.

Quarta-feira (29)

  • 9h, 10h e 11h – Exposição “Não Abafa o Caso” (classificação indicativa: 14 anos). Permitido o acesso de até 30 pessoas em casa sessão. No prédio da UFPel, à rua Félix da Cunha, 520 (antiga Escola Sales Goulart), salas 204 e 205.
  • 17h às 18h30 – 2ª Oficina “Multiplicadores da Paz”, voltada aos servidores da Secretaria de Educação e Desporto (Smed), no auditório da Secretaria de Assistência Social (SAS).
  • 19h – Roda de Conversa e Atividades Socioculturais na Comunidade na Emef Saldanha da Gama, no loteamento Bom Jesus.

Quinta-feira (30)

  • 8h às 10h – 3ª Oficina “Multiplicadores da Paz”, no auditório da Secretaria de Assistência Social.
  • 9h, 10h, 14h e 15h – Exposição “Não Abafa o Caso” (classificação indicativa: 14 anos). Permitido o acesso de até 30 pessoas em cada sessão e visita agendada das escolas estaduais. No prédio da UFPel, à rua Félix da Cunha, 520 (antiga Escola Sales Goulart), salas 204 e 205.
  • 14h – Mesa Redonda com Juízes “Feminicídio x Judiciário (reflexões sobre tentativa de feminicídio)”, na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
  • 19h – Roda de Conversa e Atividades Socioculturais na Comunidade, na Emef Nossa Senhora de Lourdes, no Fragata.
  • 19h – Roda de Conversa “Enfrentamento da violência a partir do diálogo inter-religioso”, no Centro Espírita Reencontro, rua General Argolo, 1.200, esquina com a rua Marechal Deodoro.

Sexta-feira (31)

  • 8h30min – 4ª Oficina “Multiplicadores da Paz”, no auditório da Secretaria de Assistência Social.
  • 13h30min – Roda de conversa “A paz que vem da Família”, na comunidade Quilombola Alto do Caixão.
  • 15h às 20h – Feira de Artesanato na Rua – Mulheres Empreendedoras, no Largo Edmar Fetter.
  • 15h às 20h – Plantão de acolhimento e atividade de informações e orientação sobre a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, no Largo Edmar Fetter, ao lado do Mercado Central.
  • 19h – Roda de Conversa e Atividades Socioculturais na Comunidade, na Emef Ferreira Viana, na Balsa.

1 Comment

1 Comment

  1. Jacson

    28/05/19 at 09:18

    Uma correção,a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Mário Meneghetti,fica no bairro Getúlio Vargas

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor. Abç.

Especial

Aplicativo com mulher motorista, para levar crianças, surge numa hora ruim para o Uber

Objetivo é atrair os clientes insatisfeitos do Uber

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O novo serviço – de transporte por aplicativo de crianças e mulheres por motoristas exclusivamente do sexo feminino, o LadyDriver – é um desdobramento do modelo de negócio do Uber, do 99, do Cabify. É um exemplo de inovação criativa.

Pelo que apurei, o transporte de nicho (só para crianças e mulheres) surge no vácuo do serviço de Uber e assemelhados, que hoje enfrentam o descontentamento dos motoristas.

Os novos empreendedores teriam percebido que os motoristas de Uber etc. estariam abandonando esses aplicativos, ao perceber que os lucros não estão compensando os custos de manutenção dos veículos. Isso explicaria um fato que se tem repetido mais e mais: motoristas de Uber, após chamados pelo cliente, estão cancelando a corrida, escolhendo as que lhe convém, quando convém.

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Concorrência

A ideia do serviço exclusivo para crianças e mulheres, só com motorista mulher, é uma tentativa de entrar no mercado de transporte por aplicativo e concorrer com o Uber etc.

Ao se propor levar e trazer crianças, cuja integridade não tem preço (daí motorista só mulher: para afastar a ideia de assédio sexual infantil), o novo negócio deverá ter tarifa cerca de 30% mais cara que a da Uber.

Os empreendedores apostam que motoristas mulheres insatisfeitas do Uber vão migrar para a novo aplicativo de nicho, por esse motivo: ganhar mais.

A ideia seria aos poucos “roubar” clientes dos aplicativos sem nicho e, no médio prazo, abrir a condução a pessoas de todos os gêneros e idades, concorrendo com o Uber e outros, mesmo cobrando mais caro.

Parece até que estamos nos Estados Unidos. Iniciativa típica de livre mercado, soluções novas que se propõem a ser melhores que as oferecidas. Inovação buscando superar inovação em velocidade muito rápida, como nos EUA.

Para os empreendedores do novo aplicativo de nicho, as pessoas estariam dispostas a pagar mais caro pelo transporte, desde que o serviço seja bom, seguro e não falte quando chamado. Começarão pelas crianças e mulheres. Daqui a pouco estarão conduzindo todo mundo.

O que farão a Uber e seus colegas?

Foto divulgação do LadyDriver

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Pelotas & RS

UFPel seleciona professores substitutos

Há 11 vagas para diversas áreas do conhecimento

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Estão abertas até domingo (31) as inscrições para processo seletivo de professores substitutos.

Há 11 vagas para diversas áreas do conhecimento, sendo que destas, duas são reservadas para candidatos autodeclarados negros e uma para pessoa com deficiência.

O período provável de provas é de 1º a 8 de dezembro, incluindo o final de semana. Esse prazo poderá ser ampliado em decorrência da quantidade de candidatos com inscrições homologadas.

Mais informações podem ser encontradas no edital, disponível neste link.

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Pelotas & RS

Aplicativo para transporte de crianças procura motoristas mulheres

Criada em 2017, LadyDriver pretende criar 100 oportunidades de trabalho nas próximas semanas

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Prefeitura divulga: “Está chegado a Pelotas e região o primeiro aplicativo de transporte de mulheres e crianças com apenas motoristas mulheres”.

Segundo a prefeitura, ao propagar o serviço, o objetivo é trazer igualdade de gênero a este segmento, atender as necessidades do universo feminino, ser uma ferramenta para alavancar a independência financeira desse público e trazer mais segurança ao público feminino na hora de se locomover”.

O novo serviço surge num momento ruim para a Uber e assemelhados.

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O aplicativo começa suas operações em Pelotas pelo cadastramento de motoristas com o objetivo de atingir mais de 100 registros nas próximas semanas. A motorista precisa acessar o aplicativo LadyDriver no Google Play (https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.ladydriver.driver) e, após o cadastro, a  pessoa recebe as instruções para dar continuidade ao interesse de registro. 

Segundo Andressa Curtis, representante da empresa, ela será um grande diferencial da plataforma está na possibilidade de a motorista poder cadastrar um número de telefone de emergência para qualquer eventualidade. “Não bastasse a questão da segurança, também há uma preocupação com o retorno financeiro, pois somos a única empresa do setor onde a motorista começa a ganhar desde o momento em que a corrida é aceita.”

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