Connect with us
https://www.mvpthemes.com/zoxnews/wp-content/uploads/2017/07/zox-leader.png

Cultura & entretenimento

Rocketman, a cinebiografia de Elton John

Publicado

on

Cinebiografia do cantor e compositor Elton John, na qual acompanhamos como o tímido Reginald Dwight (Taron Egerton), um garoto que só queria tocar piano, se transformou em Elton John, um dos maiores ícones da música.

Sua história é contada através da releitura de seus grandes sucessos, incluindo suas relações com o letrista Bernie Taupin (Jamie Bell) e o empresário e ex-amante John Reid (Richard Madden).

O longa inicia com o protagonista adentrando, de forma magistral, uma clínica de reabilitação e detalhando sua história para um círculo de pessoas.

Vulnerável e aberto, o personagem principal nem sempre é verdadeiro, já que nem sempre o que ele diz durante a reunião é o que aconteceu ao longo de sua trajetória. Assim que o cantor passa a detalhar as etapas de sua vida, somos transportados para sua infância já com um número musical animado ao som de “The Bitch is Back”.

Em sua infância, presenciamos uma avó (Gemma Jones) que o encoraja, um pai (Steven Mackintosh) que se nega a dar carinho ao filho e uma mãe fria (Bryce Dallas Howard). Quando os pais se divorciam, há um pouco mais de espaço para que Reggie manifeste seu talento, e ele consequentemente descobre ritmos como o rock e o soul.

Determinado a encontrar sua identidade, adota o nome artístico de Elton John e persegue oportunidades na indústria fonográfica. Porém Elton, excelente em criar melodias, não possui o mesmo dom para compor. É assim que ele passa a receber em mãos as letras de Bernie Taupin (Jamie Bell), solidificando uma parceria de sucesso e, também, uma grande amizade.

Ao longo de sua carreira, o cantor sempre se destacou pelos figurinos espalhafatosos que usou no palco e o filme faz um trabalho incrível de reproduzi-los. O trabalho de Julian Day ajuda a ressaltar ainda mais a diferença entre Reginald Dwight e Elton John tanto nos palcos como na vida real.

A verdade é que Elton sempre se sentiu solitário, e suas roupas o ajudam a destacá-lo e também isolá-lo da multidão. Inseguro e com medo de ficar sozinho, ele teve problemas com drogas, álcool, raiva, para assumir sua sexualidade, e ao contrário de outras cinebiografias, o filme não esconde nada disso. Isso enriquece a trama e faz com que o público veja que ali existe um homem, não apenas um ícone.

A direção é de Dexter Fletcher, que assumiu a produção de Bohemian Rhapsody após a demissão de Bryan Singer. O diretor consegue transpor a história do cantor de maneira magnífica para a telona, além de inserir as canções no meio da trama de maneira extremamente bem sucedida.

O roteiro de Lee Hall assume que todos os problemas e glórias na vida do protagonista se devem à falta de amor e à busca pelo mesmo. A direção de arte e o figurino são um show a parte, dando um tom colorido e brilhante para a produção através de uma fotografia impecável.

Rocketman deve muito de seu sucesso à atuação de Taron Egerton. Com talento para cantar e dançar, ele entrega um trabalho fantástico tanto em cenas catárticas ou intimistas. O ator brilha ao pegar cada maneirismo de Elton John, seja na maneira de andar até o jeito de sorrir.

Bohemian Rhapsody, a imperdível cinebiografia de Freddie Mercury e do Queen

Egerton fez questão de cantar todas as músicas do filme e foi capaz de criar uma voz impressionante, inventando sua própria versão para os clássicos, sem perder a essência da versão original. O resultado é uma caracterização que ultrapassa o visual, graças à dedicação e ao desempenho irretocável do protagonista.

No elenco de apoio o grande destaque vai para o cativante Jamie Bell, que interpreta o letrista e melhor amigo Bernie Taupin. O relacionamento dos dois é um dos pontos altos do filme.

Como um bom musical, as sequências musicais constituem o ponto mais forte da produção, por sua criatividade e pela maneira como as canções são utilizadas, sempre para ressaltar os sentimentos dos personagens e, algumas vezes, transformando sensivelmente a letra original para que pessoas importantes na vida de Elton John a interpretem.

Existem momentos intimistas em “I Want Love”, “Your Song” e “Rocket Man”. Existem momentos trágicos em “Goodbye Yellow Brick Road”. E, claro, momentos épicos com grandes números de dança como em “Saturday’s Night Alright (For Fighting)” e “Bennie and the Jets”.

O filme se encerra com “I’m Still Standing”, recriando o videoclipe de 1983, rodado nas praias de Cannes. Boa parte das imagens, inclusive, são exatamente as mesmas. Uma escolha musical simplesmente perfeita e revigorante.

Rocketman é um espelho de Elton John: brega, colorido, épico, divertido, sombrio e extremamente honesto. Um filme que não foge das polêmicas e cria um musical delicioso de assistir.

Déborah Schmidt estudou Administração de empresas

Facebook da autora | E-mail:deborahschmidt@hotmail.com

Clique para comentar

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor. Abç.

Cultura & entretenimento

Sete ao Entardecer Festival traz novas apresentações na segunda

Publicado

on

A Prefeitura de Pelotas informa que segue, na próxima segunda-feira (18), o Sete ao Entardecer Festival 2021, projeto vinculado à Secretaria de Cultura (Secult).

As apresentações virtuais ocorrem às segundas-feiras, nos canais do youtube da Secult Pelotas (www.youtube.com/secultpelotas) e do Sete ao Entardecer (www.youtube.com/seteaoentardecer), a partir das 19h, com duas atrações por dia. Nesta segunda os shows serão com Brenda Billmann e Asafe Costa, seguidos pela banda Matudarí. 

Conheça os artistas

19h

– Brenda Billmann e Asafe Costa

O contato de Brenda Billmann com a música vem desde criança, tendo participado do coral do colégio em que estudava. Com o decorrer do tempo, começou a cantar em eventos na cidade e também em festivais de música nativista. Participou de festivais de coral fora do estado.

Hoje estuda Música Popular na UFPel, tendo grande paixão pela MPB, Bossa Nova e Jazz – estilos que formam sua identidade musical. 

Asafe Costa toca desde seus 8 anos e dá aulas de violão. Toca em bares da cidade de Pelotas, eventos particulares e casamentos. Participou no Projeto Prata da Casa 2019 e no Sete Ao Entardecer Festival 2020.1

9h30

– MatudaríMatudarí é uma banda independente que busca resgatar, com músicas autorais, as raízes da música brasileira. Surgiu em 2012 e, desde essa data, vem criando composições que mesclam diferentes ritmos e sonoridades.

O nome “Matudarí” é a junção de duas palavras: Mato do Ari – que se tornou símbolo de resistência na cultura do Laranjal. História de um homem que, ao ser retirado de onde morou como caseiro durante anos acabou por cometer suicídio como um ato político de quem perdeu a voz contra o sistema. Ari foi um dos personagens reais que conviveu e hoje permeia o imaginário que constrói a Matudarí.

Donato, um velho sábio, conselheiro e amigo, também foi motivo de inspiração. Enquanto serviu à aeronáutica, adquiriu uma grave doença que, segundo os médicos, não tinha cura e, por isso, foi abandonado em um leito. Se vendo nessa situação, resolveu fugir, se resguardar e buscar sua cura. Foi assim que chegou a Pelotas e montou seu acampamento no Laranjal.

Estudou Fitoterapia para produzir seus próprios remédios e prolongou sua vida por décadas. Antes de falecer deixou uma poesia que posteriormente foi musicada pela banda recebendo o nome de “Nato do Mato”. Em 2016, a banda gravou com o grupo de Rap Causo Beats, também do Laranjal, o disco “Rap Com Banda”, onde foram feitas releituras de suas rimas em versões instrumentalizadas. Atualmente, está em processo de produção de músicas autorais que serão lançadas em 2021, e vão fazer parte do primeiro disco próprio: Um canto do Mato.

Continue Reading

Cultura & entretenimento

‘Senhoras tomando chá’ voltam a Rio Grande

Publicado

on

Senhoras Tomando Chá, a pintura, está de volta ao Centro Histórico de Rio Grande, alojada na Pinacoteca Matteo Tonietti. A obra foi restaurada pela Universidade Federal de Pelotas.

A entrega foi feita pela coordenadora do Projeto de Extensão Laboratório Aberto de Conservação e  Restauração de Bens Culturais, Andréa Lacerda Bachettini.

Na cerimônia, em 7 passado, agora divulgada, a professora apresentou ao público as etapas da restauração e produção acadêmicas ao longo dos anos em que aconteceu a restauração.

Sobre a Pintura

Senhoras Tomando Chá foi um presente dos “Barcos Escandinavos” na década de 50 ao então prefeito municipal, Ernesto Bucholz, pendurada no gabinete oficial. A pintura sofreu uma avaria em uma comemoração, atingida por uma rolha de champanhe.

No ano de 2012, Marisa Beal, então diretora da Pinacoteca, firmou a parceria com a UFPel através do Projeto de Extensão Documentação, Restauração e Exposição da Obra Senhoras Tomando Chá da Pinacoteca Matteo Tonietti, Rio Grande/RS, coordenado por Andréa Bachettini.

A Prefeitura de Rio Grande ficou responsável pelo material necessário à restauração. A UFPel, pela mão de obra e sua expertise.

Continue Reading

Cultura & entretenimento

Do jeito que a coisa vai, o próximo a sair do armário é o Hulk

Em edição de HQ, o novo Super-homem assume relacionamento homossexual

Publicado

on

Em edição de HQ, o novo Super-homem assume relacionamento homossexual. Isso mesmo! O super-homem, filho do Super-Homem, é Jonathan Kent. Ele assume também o posto de herói.

A DC Comics informou nesta segunda-feira (11) que o filho de Clark Kent e Lois Lane (Jonathan) vai se envolver afetivamente com um amigo na HQ “Superman: Son of Kal-El #5” (Superman: filho de Kal-El).

Jonathan e Jay Nakamura, um ativista hacker, vão até se beijar na boca.

Jonathan Kent e Jay Nakamura Foto: Reprodução

A série de quadrinhos, lançada em julho nos EUA, mostra a vida do jovem de 17 anos.

Em entrevista ao New York Times, o escritor da série em quadrinhos, Tom Taylor, disse que “a ideia de substituir Clark Kent por outro salvador puramente branco parecia uma oportunidade perdida”.

“Um novo Superman tinha que ter novas lutas — problemas do mundo real — que ele pudesse enfrentar como uma das pessoas mais poderosas do mundo”.

Na série, Jonathan e Jay Nakamura se conheceram enquanto o novo Superman tentava estabelecer uma identidade secreta e frequentar o ensino médio. Jay, um jornalista iniciante, conheceu os pais de Jon e ficou impressionado com Lois Lane.

O primeiro beijo entre super-homem e Jay vai acontecer na quinta edição da série, publicada no próximo mês. Além disso, os leitores descobrirão que Jay tem habilidades especiais.

Do jeito que a coisa vai, o próximo a sair do armário é o Hulk.

Hulk

Continue Reading

Em alta