O medo da esquerda. Por Marcelo Oxley

Estamos atravessando no Brasil um mar de indecisões, discussões e controvérsias, entre diversos pontos básicos do nosso cotidiano. Pela democracia que deveria se estabelecer, e eu sou a favor, somos livres para escolhermos tudo aquilo em que o nosso coração mandar: tenho o meu time de futebol, minha religião, meu prato predileto e minha banda favorita de música.

E qual deveria ser o problema? Absolutamente nenhum, desde que eu respeite a opinião de qualquer pessoa e debata, em alto nível e com educação, qualquer ponto em que eu divirja.

Na política, não deveria ser diferente. Contudo, é nela em que vejo alguns dos maiores pavores e sentido de “antidemocracia” que existe. Mesmo que a esquerda tente provar o contrário (leia).

Seria hipócrita disseminar este assunto, aos longos cantos de um país que está falido ou chegando quase lá. Falta-me conhecimento, e muito, para tal. Prefiro ficar por Pelotas: a cidade em que encanta o meu coração de amor e carinho.

A “esquerda”, e desculpem os meus amigos, tem causado pavor pela cidade. Vejo professores, que sequer vestem uma camisa partidária, com medo de repassar uma opinião em sua própria disciplina, apenas por não compactuar com tal ideologia. Por outro lado, vejo docentes e quem sabe até reitores, ovacionados quando se manifestam com palavras de “ordem” e esquerdistas. Você já imaginou se fosse ao contrário?

A esquerda prega uma verdade, em que apenas os seus seguidores acreditam. Porém, não ouse em conversar com um esquerdista/radical – ele vai fazer-lhe crer, ou pelo tom de sua voz ou até mesmo na força, que existe um ex-presidente que está preso injustamente. E claro, deverá utilizar de estratégias como; “e quem não rouba?”. “E os outros partidos?”. “E aquele determinado político”? “É perseguição e não conseguiram provar nada”. Enfim, utilizarão destas batidas armas, sem qualquer tipo de munição, para minimizar o ato de seu “pai/político”. Neste “monólogo”, você sairá perdendo.

A ideologia esquerdista, por vezes, torna-se engraçada. Tem capacidade e facilidade de pregar que o mundo deve ser mais igualitário (de acordo, mas não com tais regras), mas não aceita que o Brasil quebrou pela ganância de seus mentores. Ora, o sentido de igualdade também não deveria passar pelo desapego ao dinheiro dos “seus”? Quando queremos mudar algo, não deveríamos começar pela nossa própria casa? E nem vou comentar, pois acredito que feriria o intelecto dos leitores, sobre os diversos escândalos de corrupção destes mesmos.

Por aqui, estamos atravessando interessantes e importantes manifestações contra a reforma da Previdência e o corte de verbas à Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Acredito que tudo que nos fira, independentemente de como seja, deva ser protestado, externado. Todavia, alguns esquerdistas se utilizam destas marchas para se aproveitarem. Sabem que o assunto, de seu consumo, nada tenha a ver com o proposto. Agora, experimente em ir num destes atos e perguntar o significado de uma camisa que diz: “Lula livre”, “Marielle vive”, “MST”, “CUT” e outros.

Eu entendo que o impeachment de Dilma Rousseff e a prisão de Lula (“o pai dos pobres”) foi um grande baque às pretensões esquerdistas. Por outro lado, para a esquerda, a vontade de ver o Brasil acabar de quebrar é muito maior e mais forte, do que ver o Brasil tentar se reerguer. Suas ideologias aparecem em primeiríssimo lugar, depois vem o país. Seus métodos de angariar seguidores é, muitas vezes, antiquado, severo e brutal. Ultrapassa a barreira do bom-senso.

A esquerda deveria se remodelar. Lá atrás, o marqueteiro Duda Mendonça, retirou a foice de uma de suas bandeiras e implantou a paz e o amor. Nunca é tarde para entender que não vivemos mais em um país autoritário, que consegue os seus objetivos no grito. Mesmo que haja uma linha de raciocínio, e eu a respeito muito, não há mal algum em ser rebatida.

Eu quero poder debater, democraticamente, a história do Brasil, e inevitavelmente aparecerá a corrupção de inúmeros partidos e políticos. Doa a quem doer!

Eu não deveria me sentir coagido, assim como nunca coagi alguém, em escrever que um preso recebe regalias e que está errado. Eu não deveria me sentir constrangido, assim como nunca constrangi alguém, pelo simples fato de achar, e não faltam provas para isso, que o Brasil quebrou pela corrupção do governo anterior. Eu não deveria me sentir ameaçado, assim como jamais ameacei alguém, em dizer que acho errado você ir numa manifestação num dia de trabalho, com camisas de um movimento e também de um ladrão.

Para finalizar, eu jamais deixarei de escrever o que penso e realizar o que acredito estar correto, por medo de quem quer que seja. A liberdade de expressão, com respeito, não deve fraquejar.

Artigos de opinião refletem a posição exclusiva do autores.

© Marcelo Oxley

Facebook do autor | E-mail:marceloesporteucpel@yahoo.com.br

3 thoughts on “O medo da esquerda. Por Marcelo Oxley

  1. 👏👏👏👏👏
    Só aplausos a esse belo texto de um menino inteligente e esclarecido!! Muito isso!

  2. “A esquerda prega uma verdade, em que apenas os seus seguidores acreditam”
    E a direita kkkkk.
    Que coisa torpe,ainda mais de um cidadão oriundo do novo.
    Quanto ao luladrao,mostre a prova que condena o 9 dedos.
    Glenn desmascarou a quadrilha,talkei

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