Sindicância e perícias seguem sem conclusão definitiva no caso dos exames de Papanicolau

Quando estourou o caso das suspeitas de que os exames de pré-câncer de colo Papanicolau) realizados por laboratório SEG conveniado da prefeitura, durante a campanha a governador, em 2018, o Executivo abriu sindicância para apurar o caso. A investigação permanece aberta, sem conclusão. O resultado geral da perícia das 17 mil lâminas de exames, pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), do governo do estado, idem.

Por ora apenas uma parte das lâminas foi avaliada, pelo Serviço de Patologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que analisou apenas 27% das amostras (lâminas) apreendidas pela justiça no SEG, uma vez que as demais, em mau estado de conservação, não tiveram condições de passar por reanálise. Foi impossível a correspondência de identificação entre paciente e lâmina. A irregularidade mais grave encontrada foi a ausência de parâmetros mínimos de controle de qualidade, segundo conclusões do Hospital de Clinicas.

A ocorrência de fraudes nos exames, porém, não apareceram até agora.

A suspeita inicial de que os exames pudessem ser feitos por amostragem (em vez de na totalidade), jamais foi confirmada.

As irregularidades encontradas, segundo o Hospital de Clínicas:

  1. Identificação das lâminas comprometida.
  2. Ausência de marcas de triagem
  3. Desorganização das requisições
  4. Alterações no estado geral das lâminas

O advogado do laboratório SEG, Carlos Dias, considera irresponsável a denúncia de fraude nos exames. Segundo ele, os quatro problemas apontados acima com a qualidade e manutenção dos exames são de responsabilidade da prefeitura, que não monitorou o trabalho do laboratório.

Auditores federais concluem que prefeitura falhou no caso dos exames de pré-câncer

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