Condenação tucana no sétimo ano. Um sinal?

Como nas pragas bíblicas, para efeitos de comparação temporal, o ninho tucano de Pelotas atravessa um período de bonança política que dura sete anos, como as pragas do Egito (foto).

O sete é, também, um número cabalístico.

A impressionante ascensão começou em 2012.

Ao apostar suas fichas na nova geração, e não ver problema em coligar com partidos de “direita”, o PSDB se amoldou ao momento para assumir o protagonismo político, o que conseguiu plenamente.

Elogiável como estratégia e poder de persuasão, capacidade de entender o instante propício, e podemos dizer com justiça que, dentro do possível, os tucanos não têm feito governos ruins, daí a aprovação que alcançou o sétimo ano, saltando para o âmbito estadual.

Gostaria, porém, de acrescentar um comentário, aproveitando que os tucanos tiveram um revés ontem, condenados, pela Justiça Eleitoral, por “Abuso de Poder Político”. A decisão foi terminativa, esgotadas, enfim, as possibilidades de recursos.

Condenados por “Abuso de Poder Político”.

Se a gente presta bem atenção na tipologia da condenação, pode talvez começar a pensar se ela não é um “indício de um novo momento”, outros sete anos de alguma coisa que talvez esteja se gestando, algo como uma mudança de mãos na proa dos grupos políticos que dirigem a cidade.

Quem acredita em cabalas e congêneres, o que não é meu caso, pode ver na decisão da Justiça Eleitoral um sinal de uma nova renovação.

© Rubens Spanier Amador é jornalista.

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