Exposição sobre Ary Alcântara, o prefeito que “assinava cheques de cem”

Ary, à dir., ladeado por Chiarelli pai

Pra quem gosta de revisitar o passado, a prefeitura inaugurou ontem uma exposição sobre o ex-prefeito Ary Alcântara (Arena). Viveu 83 anos, partindo em 2013. Lembranças de sua trajetória estão na galeria dos Ex-prefeitos, na sede do Paço Municipal.

Alcântara foi  deputado federal por dois mandatos – 1963-1973, 1980-1983, e prefeito, de 1973 a 1977.

Também foi cônsul honorário de Cuba no RS (1954-1957), assessor de ministro da Fazenda e presidente da Companhia Telefônica Melhoramentos e Resistência, em Pelotas.

Curiosamente, no imaginário popular, Alcântara não ficou conhecido pelo brilho de sua inteligência.

Não se expressava como um Marco Antônio, muitas imprecações ao idioma pátrio. Por causa disso, diziam, por exemplo, que, na hora de assinar um cheque de duzentos, ele paralisou. Não saberia se a palavra duzentos terminava com s ou z. Diante disso, teria decidido fazer dois cheques de cem, sabendo com certeza que cem começava com “c” e terminava com “m”.

Era folclore sua pouca inteligência, como prova sua carreira exitosa.

Apenas não se manifestava como um tribuno, apenas isso.

© Rubens Spanier Amador é jornalista.

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