Investigador vai processar criminalmente prefeitura por sumiço dos restos mortais de sua mãe

O investigador criminal Antônio Pinheiro decidiu ingressar com uma ação criminal contra a prefeitura de Pelotas, inconformado com o resultado de ação anterior em que buscava indenização do município pelo que ele chama de descaso com os restos mortais de sua mãe, dona Anfíbia.

Há alguns anos, ele tentou localizar os restos na ala social do Cemitério Municipal da Boa Vista, destinado a sepultamentos gratuitos. Queria transferir a ossada para um jazigo definitivo, mas esta sumira.

A prefeitura, que administra o cemitério, alegou que, após três anos do sepultamento social, a Municipalidade pode exumar o corpo e depositá-lo num ossário do cemitério. Foi o que fez. Ocorre que, também neste local, ele de início não localizou a ossada.

De repente, veio a notícia de que haviam encontrado, mas Pinheiro suspeitou se os ossos seriam de sua mãe. Processou então a prefeitura, exigindo indenização por danos morais e um exame de DNA.

Na última segunda-feira, porém, a juíza Maria Aline Vieira Fonseca sentenciou o Município a pagar R$ 10 mil, mas negou o exame de DNA.

Pinheiro não se deu por conformado e decidiu, agora, entrar com uma ação criminal.

“Querem me entregar qualquer pedaço de osso. Entreguei flores para um túmulo com outra pessoa. Não aceito.”

A prefeitura se manifestou sobre o caso, em nota:

“Nesse caso específico, o familiar não estava presente e só reclamou os ossos muito tempo depois, o que dificultou a identificação desses, já que com o tempo as embalagens se degradam ou rasgam e os restos acabam misturados, apesar do esforço para manter a ordem”, diz o texto.

A prefeitura diz ainda que não possui os recursos para pagar exame de DNA.

E acrescenta: “Melhorias devem ser realizadas para garantir o correto acondicionamento dos restos mortais”.

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