Há o canalha. E há o José de Abreu

Por Eduardo Affonso *

Há o canalha.
E há o José de Abreu.

Há o infame, o vil, o moleque.
E há o José de Abreu.

Há o mau-caráter.
O desprovido de ética.
O psicopata, que se compraz em infligir sofrimento.
E há o José de Abreu.

Há o narcisista.
O egocêntrico.
O insensível.

O desprezível.
O asqueroso.
O capaz de qualquer baixeza.

E há o José de Abreu.

Há o indigno. O abjeto. O torpe. O abominável.

O escroto.

E há o José de Abreu.

O dicionário tem palavras para quase todas as coisas ignóbeis.

Sórdidas.
Pusilânimes.

Falta uma.
Para o José de Abreu.

* Eduardo Affonso é colunista de O Globo. Por camaradagem, ele autorizou republicarmos seus textos do facebook.

 

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