O ‘mau cheiro’ se propaga nas redes sociais

Uma postagem da advogada Sandra Castilho no facebook tem causado furor.

“Furor” é uma palavra adequada porque rima como “humor”, uma marca que salta em sua personalidade.

Sandra não é jornalista, mas poderia ter sido. Tem faro aguçado para detectar problemas.

Em seus roteiros pela cidade, ela captou no ar o que chama de “fedor” e escreveu sobre isso, o mau cheiro humano, que ela atribui à falta de banho açulada pelo frio.

A linguagem de Sandra é surpreendente porque ela não fica medindo as palavras, vai direto ao ponto. Mesmo suas frases pronunciadas mais serenas parecem umas flechas inesperadas cruzando a floresta.

Se algo desagradável a aflige, reage no minuto, de peito aberto, como só consegue fazer uma mulher. Ela não apenas reage. Ela cutuca as onças, só pra ver aonde vai a reação. Não é por acaso que simpatizo com ela.

Entre os comentaristas de sua postagem inicial, que pela repercussão se desdobrou em três, houve quem tenha visto nas palavras da advogada preconceito de classe.

Declarou a professora em defesa própria, com humor:

“EU, SANDRA, em momento algum fiz tal relação (com classe social), até porque o cheiro de cabelo sujo senti em uma senhora com fino casaco de peles”.

As redes sociais são um perigo para as palavras. Sobretudo palavras como as de Sandra, de uma sinceridade que chega a ser pura, infantil.

É uma professora muito querida e uma pessoa especial.

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