Prefeitura exalta ícones da cultura negra em folder

 

O folder que exalta a contribuição negra para a cultura pelotense | Foto de Igor Sobral

A Sala de Exposições Frederico Trebbi, saguão da Prefeitura, foi palco, nesta quinta-feira (11), do lançamento de um folder em homenagem aos “Ícones Inesquecíveis: A Contribuição Negra para Pelotas da Contemporaneidade”. O evento foi promovido pelo Conselho da Comunidade Negra, com apoio da Prefeitura.

Em seu pronunciamento, a prefeita Paula Mascarenhas salientou a importância pela luta pela igualdade: “Pelotas está dando passos importantes na valorização da cultura negra. Estamos sempre abertos a novos olhares e à construção de novos caminhos. São símbolos como esses que vão nos mostrando o rumo certo para seguir em frente”.

Entre os homenageados, destaca-se Ligiamar Brochado de Jesus, a Giamarê, cantora, compositora e uma das principais figuras da música pelotense, que também ajudou a popularizar o tambor de sopapo, instrumento símbolo da cultura negra da cidade. Ela morreu aos 50 anos, em dezembro de 2011.

Outro ícone, ao qual o Conselho faz deferência, é o instrumentista pelotense Giba Giba, também ativista do movimento negro e detentor dos prêmios Açorianos e Quilombo dos Palmares. Idealizou projetos como “A ópera dos tambores” e “Cabobu”. Morreu em fevereiro de 2014, em Porto Alegre.

Literatura, música e dança

Na área das Letras, o tributo vai para a escritora Maria Helena Vargas da Silveira, nascida em Pelotas e conhecida como Helena do Sul. Militou pelas causas negras, tornando-se autora de obras como “É fogo”, “Meu nome pessoa”, “O sol de fevereiro” e “As filhas das lavadeiras”, entre outras. Sua morte ocorreu há mais de dez anos.

O material produzido exalta, ainda, uma figura lendária do carnaval de Pelotas: o Mestre Batista. O artista teve passagens pelas Escolas de Samba Estácio de Sá, Academia do Samba, Estação e General Telles. Ele foi o responsável pela introdução do tambor de sopapo nas baterias destas entidades. Também foi reconhecido pelo governo federal como “Mestre Griô”. Morreu em dezembro de 2012.

Também fazem parte do fôlder, Rubinei Machado, ativista do movimento negro e diretor do Clube Cultural Fica Ahi Pra ir Dizendo; Miguel Delmar Dias, o Miguelzinho, poeta, capoeirista e professor de filosofia; e Vilson Couto, o Mister Pelé, dançarino que propagou a “cultura Black” na periferia.

Os impressos serão distribuídos para a rede municipal de ensino e estarão à disposição na Bibliotheca Pública Pelotense e Secretaria da Cultura (Secult).

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