UM HOMEM FIEL

Abel (Louis Garrel) vive em um relacionamento estável com Marianne (Laetitia Casta) quando ela decide contar a ele que está grávida de Paul, seu melhor amigo.

Logo em sua primeira cena, Um Homem Fiel apresenta um diálogo seco e friamente doloroso, que exemplifica a desconexão das relações modernas.

Enquanto Marianne é tranquila e superior perante o acontecido, Abel parece lidar calmamente com a situação. Nove anos se passam e descobrimos que Marianne está viúva.

Naturalmente, ela volta a viver com Abel, que tenta se relacionar bem com Joseph, o filho de Paul e Marianne. Entra também em cena Ève (Lilly-Rose Depp), irmã de Paul, que ama Abel desde a infância.

Temos, então, um triângulo amoroso tipicamente francês. Em seu segundo longa depois de Dois Amigos, o protagonista e diretor Louis Garrel já foi comparado a ninguém menos que François Truffaut.

Garrel se une a Jean-Claude Carrière, um dos maiores roteiristas franceses de todos os tempos, em um filme que apresenta as situações narradas através dos pontos de vista dos três personagens principais.

O filme se destaca ao colocar o amor como um catalizador do amadurecimento e das emoções de seus personagens. Aqui, as decepções amorosas servem como elemento de transformação, para seguir em frente.

Um Homem Fiel é um filme belo e com um humor sutil, como poucos dramas contemporâneos conseguem ser.

© Déborah Schmidt estudou Administração de empresas

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