Campanha de vacinação do sarampo começa segunda

Da prefeitura |Começa na segunda-feira (7) a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. Dividida em duas etapas, uma em outubro e outra em novembro, a ação vai até 30 de novembro e pretende imunizar aqueles que ainda não tomaram a vacina.

Na primeira etapa, de 7 a 25 de outubro, o alvo são crianças de seis meses a menores de cinco anos, com ‘Dia D’ marcado para 19 de outubro. A segunda parte da campanha, de 18 a 30 de novembro, pretende atualizar a caderneta de vacinação de jovens de 20 a 29 anos, com ‘Dia D’ em 30 de novembro.  

Em Pelotas, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e o Centro de Especialidades aplicarão a vacina. A meta é imunizar 95% da população-alvo, sendo que as doses serão enviadas ao município conforme a demanda. Crianças receberão a tríplice viral, eficaz contra o sarampo, a rubéola e a caxumba. Já os jovens serão imunizados com a tríplice viral ou a dupla viral, eficiente contra sarampo e rubéola. A campanha pretende atingir quem ainda não foi vacinado.  

De janeiro a outubro, 4.289 doses da tríplice viral foram aplicadas no município. “Diante da situação epidemiológica no país e do cenário de baixas coberturas vacinais, reforçamos a necessidade de adesão à campanha de vacinação contra o sarampo, a fim de minimizar o risco de adoecimento das crianças e jovens que ainda não foram vacinados”, explica a chede do setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (SMS) da Prefeitura, Ana Alice Maciel.

Sarampo voltou no Brasil

Em 2019, o Brasil voltou a registrar casos da doença e perdeu o Certificado de Eliminação do Sarampo, concedido ao país em 2016 pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Entre janeiro e outubro, mais de 4,5 mil casos da doença foram confirmados em 17 estados brasileiros, provocando quatro mortes. No Rio Grande do Sul, nove pessoas foram diagnosticadas com sarampo, nenhuma de Pelotas.

Apesar da faixa etária de 20 a 29 anos concentrar a maior parte do público-alvo da campanha (35%), os menores de 5 anos são os mais suscetíveis a complicações da patologia. Dos quatro óbitos registrados nos país em 2019, três foram em crianças menores de 1 ano. Nessa faixa etária, 1,8 milhão estão desprotegidas em todo o Brasil.

O contágio

A doença é altamente contagiosa, pois pode ser transmitida pela respiração, tosse ou espirro. Uma pessoa infectada pode transmitir a doença para até 20 pessoas em um mesmo ambiente. Os principais sintomas da patologia são febre e pele avermelhada, conhecida como exantema. Também podem ocorrer coriza e conjuntivite. Para alguns grupos populacionais o vírus é mais perigoso, principalmente crianças desnutridas, imunossuprimidos e crianças abaixo de um ano.

Ana Alice destaca que, para prevenir o contágio, é importante lavar as mãos adequadamente, proteger o espirro com a mão e evitar locais aglomerados. O paciente que for diagnosticado com a doença deve ficar em seu domicílio. “Essa medida é chamada de isolamento domiciliar, e evita que outras pessoas da comunidade sejam infectadas”, afirma. Ela recorda que Pelotas está livre da doença e a Prefeitura está atenta ao andamento dos casos no país.

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