Futuro da prefeita nas mãos da Câmara

Como se sabe, politicamente, a prefeita Paula atravessa um momento difícil.

Para sair da crise de caixa em que a prefeitura se encontra, ao ponto do atraso nos salários de servidores, Paula pretende submeter à Câmara um projeto criando uma taxa pelo fornecimento da iluminação pública mais um plano que muda a carreira do funcionalismo e mais um projeto de mudanças no sistema de Previdência do Município.

Aí está o X. A base de apoio ao governo, que foi sólida nos primeiros dois anos, esfarelou-se no terceiro. Hoje é como uma biruta de aeroporto.

A oposição conceitual tem se revelado altiva. Se não derruba todos os projetos da prefeitura, não os aprova incondicionalmente. Conceitual porque mesmo vereadores da base do governo nem sempre votam com ele.

Na votação do Proppel (Programa de Parcerias do governo com empresários), a prefeitura só conseguiu apoio para aprovar a matéria depois de retirar do texto original a possibilidade de transferir à iniciativa privada os serviços do Sanep (abastecimento de água, saneamento básico e lixo), uma área sensível, com reflexos no bolso da população. A oposição mostrou força, obrigando o governo a recuar um tanto.

Resta saber como se comportarão os vereadores com relação ao projeto que cria a taxa de iluminação, já que também traz reflexos para o bolso. E o que altera o plano de carreira do funcionalismo. Áreas sensíveis, como as do Sanep.

A sorte do atual governo será decidida na votação dessas matérias.

Se a Câmara rejeitar os projetos, a crise financeira e o atraso nos salários dos servidores continuarão, podendo se estender ao ano eleitoral de 2020.

Pode-se imaginar a agitação nos bastidores políticos, os argumentos, as negociações.

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