Acessar o Laranjal está difícil. Por Marcelo Dutra da Silva

Marcelo Dutra da Silva, ecólogo e professor |

O Laranjal cresceu e tornou-se um bairro de residência fixa, bastante populoso, especialmente depois de 2010, período que marca um novo momento da expansão em Pelotas.

Os tempos de balneário de férias ficaram para trás, mas a infraestrutura urbana necessária não acompanhou o crescimento do bairro no mesmo ritmo. Aos poucos o espaço foi sendo tomado por novas construções, loteamentos e condomínios. Falta calçamento, iluminação, segurança… E o acesso, no sentido bairro centro permanece o mesmo.

Em 2018, uma série de audiências públicas debateu o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, inclusive com a participação de moradores dos balneários. No entanto, apesar de alguns traçados imaginários, nada de concreto ficou definido e não consta como prioridade para os próximos anos. Precisamos mudar isso!

O momento é de crise, é verdade, mas também de oportunidades. É hora de sair do básico, das mesmas obras lentas de sempre, que não passam de tentativas de firmar a impressão de algo está sendo feito. Pelotas precisa de novos caminhos, literalmente.

Chega de administrações pesadas e caras, começando pelo conjunto de cargos em comissão. Menos é mais na administração pública. E o serviço que oferecemos não será melhor se não valorizarmos os servidores, inclusive na remuneração. Mas só sobra dinheiro para investir quando aprendemos a poupar e captar novas receitas.

Para tanto, vamos ter que nos debruçar ao planejamento urbano, mapear as prioridades e mudar a nossa mentalidade de interior e olhar pra frente. Afinal, lugar desenvolvido se projeta no tempo, escolhe onde quer chegar, atende as Leis e respeita o meio ambiente.

E não esqueça que crescer é quantidade, enquanto desenvolver é qualidade, justamente o que queremos.

Só depende de nós!

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