Sobre o livro ‘Lula e a espiritualidade’

Por Eduardo Affonso *

Foi lançado esta semana o livro “Lula e a espiritualidade – Oração, meditação e militância”, com textos de Leonardo Boff, Frei Betto, Irmã Inês Pereira, Pai Caetano de Oxóssi, Adriana de Nanã, o rabino Jayme Fucs Bar e outros.

No prefácio, o novo líder espiritual da nação fala destes “tempos de exploração da fé e manipulação política promovidas por falsos profetas que semeiam a ganância e o ódio”, e afirma que “não há outra maneira de vivenciar a espiritualidade que não seja exercer o Bem”.

Diz que não aprendeu a odiar. Que não odeia sequer seus algozes. Porque eles odeiam “qualquer um que sonhe em dividir o pão”. E que, mesmo trancado numa cela, seguiu sonhando “com um mundo melhor, onde reine a paz, a fartura e a justiça para todos”.

“A solidão que me foi imposta fez de mim um ser humano melhor. Rezei, meditei, mergulhei numa jornada de autoconhecimento. A comunhão comigo mesmo renovou minha esperança e minha crença no ser humano.”

Deixando de lado o erro de digitação (não ficou “trancado numa cela”, mas numa sala) e a ironia da “exploração da fé e manipulação política promovidas por falsos profetas que semeiam a ganância e o ódio”, o sonho de dividir o pão num mundo melhor “onde reine a paz, a fartura e a justiça” e a modéstia da renovação da fé e da esperança no ser humano após entrar em comunhão consigo mesmo, o filão é promissor.

Devem vir por aí “O Evangelho segundo Lula”, “Lula e o poder do subconsciente”, “Lula Mindset – Liberte sua mente”, “Lula e o desenvolvimento da inteligência emocional”, “Lula e a cabala do amor”, “Lula e a cura quântica”.

E – por que não? -“Quem mexeu no meu sítio?”, “A arte de ter amigos e influenciar ministros”, “As 13 leis espirituais do sucesso financeiro”, “Arrume seu pé de meia: pequenas coisas que podem mudar a sua vida“, “Casais inteligentes enriquecem juntos – Os Lula da Silva, um case de sucesso”, “P*ta que pariu, essa p*rra aqui é f*da – Lula e o poder libertador da palavra”, “Às margens da lei eu sentei e chorei”, “Nada a prender” e muito mais.

Os goustiráiters de prefácios não vão poder reclamar de falta de trabalho.

* Eduardo Affonso é colunista de O Globo. A pedido do site, ele autorizou republicarmos seus textos do facebook.

 

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