Um momento ruim

Pela primeira vez, os tucanos pelotenses Eduardo Leite e Paula Mascarenhas enfrentam um desgaste corrosivo.

Nesta terça-feira (3), em Pelotas, houve uma manifestação de âmbito estadual reunindo professores em greve desde dia 18 do mês passado – contra o pacote do governador Eduardo Leite, que mexe no plano de carreira da categoria e aperta os ganhos mensais dos trabalhadores da educação, categoria há cinco anos sem aumento.

Além disso, o governador descumpriu promessa de campanha de pagar os servidores em dia no primeiro ano.

Já a prefeita Paula Mascarenhas enfrenta o desgaste de atrasar salários de servidores, fazendo força para aprovar uma taxa de iluminação, para poder ter mais recursos em caixa, ainda que não seja suficiente para equacionar a questão fiscal. Para ter ideia, o orçamento para 2020 tem um déficit previsto de R$ 63 milhões.

O governo tem uma maioria formal na Câmara, formada pelos seguintes partidos: PSDB, PTB, PP, PRB, PSB, MDB, DEM. Na oposição, PT, PDT, PSOL.

A maioria da base do governo, porém, é oscilante, como se vê em algumas votações em que o governo dá como certa a vitória a seus projetos de lei e, em vez de ganhar, vê os projetos rejeitados.

A votação nesta semana da taxa de luz vai de certo modo definir a sorte política do governo. Se passar, o governo mostra força; a manutenção da aliança se mantém. Se perder, pode ser o início do esfarelamento total da base. Na primeira votação da taxa de luz, ano passado, o governo perdeu. Perderá de novo, agora que estamos mais perto da eleição de 2020?

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