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Cultura & entretenimento

Paula promete obras para ‘melhorar’ vida do pelotense. Ainda bem

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O site da prefeitura diz que a prefeita assinou contratos para obras que “vão melhorar a vida dos pelotenses”.

Melhor que seja assim, porque do contrário seria desastroso.

Do site da prefeitura : Cinco contratos de obras e uma ordem de serviço foram assinados pela prefeita Paula Mascarenhas na manhã desta quinta-feira (16), acompanhada pelo vice-prefeito Idemar Barz e pelo secretário de Planejamento e Gestão, Roberto Ramalho. Quatro empreiteiras – SBS Construções Ltda, Construtora Pelotense, MAC Engenharia e Terceiriza Distribuidora de Materiais Elétricos Ltda –, vencedoras das licitações para execução dos projetos, participaram das assinaturas dos documentos.

A partir da assinatura dos cinco contratos, as empresas terão prazo para apresentar a garantia e, a seguir, será a vez da expedição das ordens de serviço para início efetivo das obras que abrangem bairros e Centro da cidade. A requalificação da rua Professor Mário Peiruque, no Areal, que já contava com o contrato assinado, recebeu a ordem de serviço.

Contratos

* Obras de Pavimentação nos Bairros – Investimento superior a R$ 5 milhões, com origem no Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa) – linha de crédito da Caixa Federal -, para pavimentação com Tratamento Superficial Duplo (TSD) e com asfalto. Beneficiará mais de sete quilômetros de vias. O contrato será executado pela Construtora Pelotense e também foi assinado pelo supervisor Marco Marmitt.

“Este contrato é o coração do programa #ObraNoBairro, pois beneficia inúmeras áreas da cidade, como Balneário dos Prazeres, Laranjal, Bom Jesus, Fragata, Pestano, Areal, Getúlio Vargas, Santa Terezinha, Três Vendas, Centro. A população destes locais terá mais conforto, mais qualidade de vida, e os projetos estão tecnicamente adequados para garantir durabilidade às intervenções”, afirmou Paula

* Iluminação em LED na avenida 25 de Julho – Três Vendas, trecho entre a rua Dois e a BR-116. O investimento é de mais de R$ 104 mil. O diretor da empresa Terceiriza Distribuidora de Materiais Elétricos Ltda, Maurício Botelho Zilio, participou da assinatura do contrato. “A iluminação deste trecho da 25 de Julho trará segurança e conforto aos usuários da via. É um importante acesso à cidade que facilita a vida das pessoas e é cada vez mais utilizado”, comentou a prefeita.

* Pavimentação rua Barão de Azevedo Machado – trecho entre as ruas Guilherme Wetzel e Andrade Neves. Investimento superior a R$ 487 mil, de emenda parlamentar do deputado federal Danrlei de Deus Hinterholz (PSD), para pavimentação asfáltica. Obra a ser executada pela empresa SBS Construções Ltda. O superintendente de Obras, Anderson de Melo, participou da assinatura do contrato.

* Pavimentação rua Padre Anchieta – trechos entre avenida Bento Gonçalves e Praça José Bonifácio, e entre as ruas Lobo da Costa e Tiradentes. Recursos de mais de R$ 270 mil, oriundos de emenda parlamentar do ex-deputado Ronaldo Nogueira (PTB), para pavimentação asfáltica. A empresa SBS Construções Ltda executará as obras.

* Canteiro Central da avenida Duque de Caxias – Recursos do PAC Mobilidade Urbana, de mais de R$ 3,9 milhões. Obra a ser executada pela MAC Engenharia, levará ao local a construção de passeios de concreto, pavimentação de bolsões de estacionamento e de espaços de carga e descarga, paisagismo, acessibilidade, equipamentos, mobiliário urbano, sinalização viária e iluminação das áreas de lazer. A assinatura do contrato contou com a participação do gerente de contratos Marcus da Conceição.

“As intervenções nos canteiros da Duque propiciarão espaços de lazer mais qualificados à população que já faz, da avenida, o seu parque linear. Os bolsões de estacionamento, inseridos no projeto, vão colaborar para a organização da mobilidade urbana”, disse a prefeita.  

Ordem de Serviço

A curto prazo, serão iniciadas as obras de requalificação da rua Professor Mário Peiruque, no Areal, contemplando pavimentação com asfalto, passeios públicos, acessibilidade e sinalização viária. A ordem de serviço foi assinada pela prefeita Paula Mascarenhas, com a participação do representante da MAC Engenharia, Marcus da Conceição. O investimento é superior a R$ 2,5 milhões e os recursos têm origem no Finisa.  

“É uma via importantíssima do Areal e as obras beneficiarão não só os moradores, mas todos os usuários do percurso”, comentou Paula.

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Cultura & entretenimento

Missão russa gravou o primeiro filme de ficção fora do planeta

Atriz e diretor passaram 12 dias na Estação Espacial Internacional

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Já regressaram à Terra a atriz e o diretor de cinema russos que viajaram até a Estação Espacial Internacional. Depois de 12 dias, eles regressaram com uma missão cumprida: gravar o primeiro filme no espaço.

A atriz Yulia Peresild e o diretor Klim Shipenko decolaram, no último dia 5, para a Estação Espacial Internacional, na nave russa Soyuz, com o cosmonauta Anton Shkaplerov, um veterano em três missões espaciais.

A Soyuz MS-19 decolou e pousou na estação de lançamento espacial russa em Baikonur, Cazaquistão.

O filme foi intitulado Challenge (Desafio, em inglês), no qual uma cirurgiã interpretada por Peresild viaja para a estação espacial para salvar um tripulante que sofre um problema cardíaco.

Numa conferência de imprensa antes do voo, na segunda-feira (4), Peresild e Shipenko reconheceram que foi um desafio adaptarem-se à disciplina rígida e às exigências rigorosas durante o treinamento do voo.

Nave Luna-25

O voo da equipe cinematográfica aconteceu no mesmo dia em que a Rússia anunciou o adiamento do lançamento da nave Luna-25 para o polo sul da Lua até julho de 2022.

A Rússia inicialmente queria enviar o Luna-25 em outubro deste ano, mas em agosto atrasou a missão para maio de 2022 para permitir mais tempo para realizar testes adicionais no equipamento de bordo.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

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Cultura & entretenimento

A velha senhora. Por Eduardo Affonso

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Costumava cruzar, toda manhã, com um casal que também parecia gostar de acordar cedo e dar uma volta.

Ela, bem velhinha. Ele, velhíssimo.

Caminhavam lentos, de mãos dadas — ele, amparado na fragilidade dela; ela, sustentada pela debilidade dele.

Não vou negar que uma névoa de inveja se insinuasse por dentro de mim.

Estavam lúcidos, ambos. Andavam no mesmo ritmo e pareciam estar conversando o tempo todo. Ainda não haviam se cansado um do outro, ainda tinham o que dizer naquelas longuíssimas caminhadas (longas no tempo que levavam, não na distância percorrida).

Muito brancos, os dois. Sempre de calças compridas, camisas de mangas compridas, tênis, chapéu. Mãos e rosto rescendiam a protetor solar.

Vi-os algumas vezes sentados nos bancos que há ao longo da calçada, talvez tomando fôlego, talvez tomando sol, talvez se sentando apenas porque é para isso que servem os bancos.

Reduzi o passo uma vez, curioso para saber do que falavam.

Em vão: falavam em alemão.

Um dia, pela primeira vez, a vi sozinha.

Silenciosa.

Não amparava mais: vinha ela própria se amparando numa bengala.

Não soube o que houve com ele.

Foi quando a inveja deu lugar à compaixão. Por ela estar agora só, sem ter em quem se apoiar no caso de uma queda, tendo que responder ela mesma às perguntas que fizesse, e se indagar que perguntas ele faria.

Passei a acompanhá-la à distância, reduzindo o passo e refreando os cachorros, anjo da guarda improvisado para o caso de uma raiz de amendoeira lhe tirar o equilíbrio, uma pedra solta no piso a levar ao chão, um ladrão lhe vir arrancar a bolsa que trazia apertada ao corpo.

Emparelhei com ela algumas vezes. Arrisquei um “Bom dia! ”, envergonhado de um “Guten Morgen” vir a iniciar uma conversa que eu não conseguisse levar adiante. Ela me respondeu em português perfeito, com um sorriso nos olhos e nos lábios e na voz.

Os “bons dias” se sucederam, sem que eu tivesse coragem de perguntar quem era ela, que histórias guardava, em que pensava, se não queria dividir comigo “eine Tasse Kaffee”. Se não podia me deixar gozar com ela de um pouco da lucidez que se esvaiu da minha mãe, se me permitiria cuidar dela cinco minutos por dia e ter com ela as conversas que emudeceram quando minha mãe perdeu a voz, o sorriso, o olhar.

Encontrei-a com frequência — sozinha — na padaria. Uma média de café com leite, um pão com manteiga mastigado lentamente com as gengivas.

A padaria fechou.

Como numa foto que desbota com o tempo, a senhora de olhos claros, pele clara, moletom, bengala, chapéu e passos suaves, também se apagou das minhas vistas, dos meus passeios matinais.

Passeio agora, sozinho, com os cachorros. Sozinho, não: com todas as perguntas que queria ter feito, todos os sorrisos que poderia ter-lhe dado, todas as histórias que jamais ouvirei.

Ela nunca soube que me protegia da solidão.

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Cultura & entretenimento

Sete ao Entardecer Festival traz novas apresentações na segunda

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A Prefeitura de Pelotas informa que segue, na próxima segunda-feira (18), o Sete ao Entardecer Festival 2021, projeto vinculado à Secretaria de Cultura (Secult).

As apresentações virtuais ocorrem às segundas-feiras, nos canais do youtube da Secult Pelotas (www.youtube.com/secultpelotas) e do Sete ao Entardecer (www.youtube.com/seteaoentardecer), a partir das 19h, com duas atrações por dia. Nesta segunda os shows serão com Brenda Billmann e Asafe Costa, seguidos pela banda Matudarí. 

Conheça os artistas

19h

– Brenda Billmann e Asafe Costa

O contato de Brenda Billmann com a música vem desde criança, tendo participado do coral do colégio em que estudava. Com o decorrer do tempo, começou a cantar em eventos na cidade e também em festivais de música nativista. Participou de festivais de coral fora do estado.

Hoje estuda Música Popular na UFPel, tendo grande paixão pela MPB, Bossa Nova e Jazz – estilos que formam sua identidade musical. 

Asafe Costa toca desde seus 8 anos e dá aulas de violão. Toca em bares da cidade de Pelotas, eventos particulares e casamentos. Participou no Projeto Prata da Casa 2019 e no Sete Ao Entardecer Festival 2020.1

9h30

– MatudaríMatudarí é uma banda independente que busca resgatar, com músicas autorais, as raízes da música brasileira. Surgiu em 2012 e, desde essa data, vem criando composições que mesclam diferentes ritmos e sonoridades.

O nome “Matudarí” é a junção de duas palavras: Mato do Ari – que se tornou símbolo de resistência na cultura do Laranjal. História de um homem que, ao ser retirado de onde morou como caseiro durante anos acabou por cometer suicídio como um ato político de quem perdeu a voz contra o sistema. Ari foi um dos personagens reais que conviveu e hoje permeia o imaginário que constrói a Matudarí.

Donato, um velho sábio, conselheiro e amigo, também foi motivo de inspiração. Enquanto serviu à aeronáutica, adquiriu uma grave doença que, segundo os médicos, não tinha cura e, por isso, foi abandonado em um leito. Se vendo nessa situação, resolveu fugir, se resguardar e buscar sua cura. Foi assim que chegou a Pelotas e montou seu acampamento no Laranjal.

Estudou Fitoterapia para produzir seus próprios remédios e prolongou sua vida por décadas. Antes de falecer deixou uma poesia que posteriormente foi musicada pela banda recebendo o nome de “Nato do Mato”. Em 2016, a banda gravou com o grupo de Rap Causo Beats, também do Laranjal, o disco “Rap Com Banda”, onde foram feitas releituras de suas rimas em versões instrumentalizadas. Atualmente, está em processo de produção de músicas autorais que serão lançadas em 2021, e vão fazer parte do primeiro disco próprio: Um canto do Mato.

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