Não parece Pelotas, mas é

Nesta semana visitei o Parque Una, o bairro planejado atrás do Shopping Pelotas, premiado nacionalmente pela originalidade do projeto – Prêmio GRI Awards de Melhor Loteamento do Brasil.

Minha sensação é de que não parece Pelotas, mas é.

O edifício mais recente inaugurado no bairro foi o Una Makers (foto), inaugurado em 5 deste mês.

O Una Makers, segundo o site da Idealiza (idealizadora do Parque Una), foi inspirado nos ideais de Richard Florida, que vê na reunião da cadeia criativa um elemento essencial à moderna economia urbana ~ compartilhada ~, com o objetivo de estimular parcerias no rumo das inovações tecnológicas.

O Una Makers reúne empresas que utilizam a criatividade como matéria-prima.

Richard

Richard é um teórico norte-americano do Urbanismo. Licenciado em Ciências Políticas pela Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, sua principal atividade acadêmica é ligada à área de Economia Urbana. É professor da Rotman School of Management da Universidade de Toronto.

O Parque Una

É muito difícil escrever sobre o Parque Una sem cair na repetição.

O projeto urbanístico do bairro é bonito, inovador. Caprichosos, tudo que fazem é bem feito, arrojado, surpreendente. Assim tem sido desde o começo das obras.

Muita gente ainda se espanta que haja compradores na cidade para tantos empreendimentos da Idealiza Verticais. À primeira vista, parece mesmo incrível. Mal são lançadas, as torres do Una atraem um enxame de interessados, passando a ser comercializadas rapidamente. Foi igual quando lançaram os inéditos Lagos de São Gonçalo e Veredas, condomínios fechados, ao contrário do Una, que é um bairro aberto.

Uma pesquisa inicial, feita a pedido da Idealiza, dizia que Pelotas não teria compradores para os empreendimentos, a não ser que oferecessem uma concepção urbanística que a cidade não possuía, em suma, ambientes melhores de viver, e até de trabalhar, como no Una. Assim tem sido. Grande parte dos compradores é composta por pessoas que já moravam bem, mas ansiavam por opções melhores.

Sempre que vou ao Una, sinto como se estivesse testemunhando o nascimento de um lugar histórico, por antecipação. Acredito que quem visita e compreende a proposta em andamento tem a mesma sensação.

Além do lucro, fundamental, pouco a pouco a empresa materializa uma grande obra. Uma obra, mais que um teto, que pretende permanecer como legado cultural, como já o é, hoje, o Centro Histórico.

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