Mais de 100 se inscrevem em 24 horas para ser voluntários contra coronavírus

Mais de 100 pessoas preencheram o cadastro para atuarem de forma voluntária, em caso de necessidade, no combate ao novo coronavírus em Pelotas.

O chamamento começou a ser feito na tarde de ontem (23) pela Prefeitura e teve a resposta quase imediata de muitos profissionais da área da saúde.

A ideia é garantir a substituição imediata dos trabalhadores que irão atender aos infectados pelo vírus causador da COVID-19.

Com a criação de alguns serviços como a Central de Triagem e a Teleconsulta, será realizado um remanejamento dos profissionais que já atuam no atendimento da população, fazendo com que outros assumam esses postos voluntariamente .

Também já é previsto que haverá necessidade de garantir o período de descanso dos trabalhadores e de isolamento para possíveis infectados.

“Os voluntários serão encaminhados para áreas em que tiverem experiência, por isso iremos analisar todos os currículos”, explica a secretária de Saúde Roberta Paganini, que não escondeu a satisfação em saber da disposição dos profissionais pelotenses em ajudar ao poder público. É importante lembrar que os voluntários só serão chamados em caso de necessidade para trabalhar em ações de controle e combate à doença.

Uma dessas pessoas é a enfermeira Gimene Machado. Filha de médicos, ela diz que não pensou muito depois que leu sobre a convocação. Mesmo trabalhando em uma clínica privada, resolveu se colocar à disposição da comunidade. “Se alguém tem que ajudar, em um momento como esse, somos nós profissionais da área da saúde”, diz a enfermeira.

Como participar

Quem quer quiser ser voluntário, em Pelotas, na força-tarefa contra o vírus causador do COVID-19 deve se cadastrar online no hotsite criado exclusivamente para fornecer informações sobre o vírus (pelotas.com.br/coronavirus).

Na aba “voluntário da saúde”, é preciso preencher o nome, telefone, e-mail, formação, especialidade, ano de formação e currículo. O voluntário também precisa informar se tem experiência no atendimento de pacientes em estado grave, se faz parte do grupo vulnerável ao vírus (acima de 60 anos e/ou portador de comorbidades) e se é funcionário público.

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