Pelotas só testará paciente que estiver internado ou grave

Diante da declaração de área de transmissão comunitária, no dia 20 de março, feita pelo governo estadual, no Rio Grande do Sul, e no Brasil, pelo Ministério da Saúde, o Centro de Operações de Emergências e a Secretaria Estadual de Saúde oficializaram a mudança da fase de contenção do vírus para a fase de mitigação – o que implica em mudanças no plano de contingência e em novos fluxos de atendimento.

Embora nenhum caso de coronavírus tenha sido confirmado em Pelotas até esta segunda-feira (23) e, consequentemente, não haja evidência de transmissão comunitária no município, a alteração também alcança a cidade, o que significa que, a partir desse momento, não serão mais realizados testes de todos os casos, apenas daqueles graves em UTI. As ações devem ser adotadas para evitar a ocorrência de casos graves e óbitos, conforme determinação do Ministério da Saúde e do Governo do Estado.

A orientação, segundo os órgãos, é acionar medidas de atenção hospitalar para os casos graves e medidas restritivas individuais de isolamento e quarentena domiciliar para os casos leves. Portanto, a partir desta terça (24), a Central, ao realizar a análise clínica dos pacientes, seguirá os seguintes protocolos:

  • Pessoas com síndrome gripal SEM sinais de gravidade
    Serão orientadas ao isolamento domiciliar por 14 dias, bem como seus familiares, e recomendadas as medidas de precaução e isolamento
  • Pessoas com síndrome gripal COM sinais de gravidade*
    Devem buscar o atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Areal. No local, deve ser comunicado à equipe, imediatamente, o sintoma gripal e a orientação recebida pela central telefônica. Se necessário, a UPA irá contatar a Central de Regulação da SMS para regular o leito de internação deste paciente.

Síndrome gripal: paciente com febre de início súbito, acima de 37,8 °C, acompanhada de tosse OU dor de garganta, e pelo menos um dos sintomas: mialgia (dor muscular), cefaleia (dor de cabeça) ou artralgia (dor nas articulações), na ausência de outro diagnóstico específico. Nas crianças menores de dois anos, os sinais são febre de início súbito e sintomas respiratórios, como tosse, coriza e obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico.

Sinais graves: síndrome gripal (conforme definição anterior) associada à dispneia (falta de ar) ou a sintomas de gravidade, como desconforto respiratório ou aumento da frequência respiratória (avaliada de acordo com a idade); piora nas condições clínicas de doença de base; hipotensão (pressão baixa) em relação à pressão arterial habitual do paciente; em crianças: além dos itens anteriores, observar batimentos de asa de nariz, cianose (cor azulada ou acinzentada da pele, das unhas, dos lábios ou ao redor dos olhos), desidratação e inapetência (falta de apetite).

Obrigado por participar. Comentários podem ter a redação moderada.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.