Pandemia e os defensores do mercado

A pandemia emparedou o discurso neoliberal. Quando deprime severamente, o mercado, sozinho, não sabe o que fazer.

Será preciso esperar para ver se a experiência vai produzir algum novo entendimento sobre o que deva ser uma sociedade.

Todos defendemos a liberdade econômica. Está provado que, sem ela, a sociedade volta às cavernas, um pouco como está ocorrendo agora, como ocorreu também nos regimes comunistas.

O que digo é que essa crise atual mostra que o mercado, só ele, fica perdido quando enfrenta uma depressão econômica, sem força de reação.

A epidemia está mostrando que o discurso neoliberal de supremacia do mercado tem limites. Que, sem a ajuda do Estado (de todos nós, que contribuímos para ele – e para todos coletivamente), o mercado não sobrevive por conta própria.

A pandemia é uma metáfora da Crise de 29 e de outras crises econômicas, inclusive recentes, que, agora, de forma inédita, escancara a fragilidade dos discursos.

Em momentos assim, o estado, todos nós, representados por ele, oferece uma solidariedade que nenhum ente privado ofereceria.

© Rubens Spanier Amador, jornalista, editor

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