Jacques Georges: “Faça o que for preciso!”

Jacqueline Halal Pallamolla, proprietária de dois hotéis que levam o nome de seu pai, Jacques Georges Halal, ingressou na rede de solidariedade no enfrentamento do coronavírus com a oferta generosa de um apoio inédito. O fundador da empresa ligou para a filha, Jacqueline, e falou: “Faz o que for preciso!”.
Jacqueline Halal Pallamolla e o pai, Jacques Georges, por quem a admiração é evidente, e bonita de perceber
Foi assim que Jacqueline e Jacques, esvaziado o hotel da Gonçalves Chaves, e atendendo a um pedido de Pedro Hallal, epidemiologista e reitor da UFPel, reservou todos os 40 quartos do hotel para hospedar médicos e enfermeiros que, com receio de contaminar familiares, possuem agora um lugar seguro, e confortável, onde repousar. Profissionais da UFPel e do Hospital Escola na Universidade. Quatro médicos e enfermeiros já ocupam quartos no hotel, que mantém os 36 aposentos restantes livres para abrigar novos profissionais, seja da cidade, seja de fora dela, que venham a ser requisitados para atuar no socorro.

Funcionários

No primeiro dia do decreto da prefeita Paula Mascarenhas, determinando o fechamento parcial do comércio, mesmo que os hotéis tenham ficado de fora da lista de estabelecimentos obrigados a fechar as portas, Jacqueline e Jacques decidiram fechar os dois hotéis, incluindo o da rua Barroso.  Os mais de 80 funcionários foram liberados do trabalho, e continuarão a receber salários. Uns poucos funcionários fazem plantão, para cancelar reservas e prestar outras informações. “Um fato emocionante…. Mesmo liberados, houve funcionários que se dispuseram a trabalhar, o que mostra a corrente de solidariedade que está se estabelecendo”, conta Jacqueline. Ela diz que o apoio logístico permanecerá pelo tempo que for preciso.  
Hotel Jacques Georges oferece quartos para profissionais do Hospital Escola da UFPel

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