Covid-19: ginásios do Pelotense e Sesi podem virar enfermarias

Os integrantes da equipe científica do Comitê Municipal de Crise estiveram reunidos com a prefeita Paula Mascarenhas, nesta quarta-feira (1º), para planejar a ampliação da estrutura de atendimento de possíveis infectados, em Pelotas, pelo SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19.

Entre os presentes no encontro, o reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Curi Hallal; a superintendente do Hospital Escola da UFPel Samanta Madruga; e a secretária municipal de Saúde, Roberta Paganini. A proposta do grupo é transformar dois ginásios da cidade em enfermarias.

A partir da análise de algumas projeções feitas pelos especialistas sobre o avanço da transmissão do novo coronavírus, a comitiva sugeriu os ginásios do Sesi e do colégio Pelotense, no prolongamento da avenida Bento Gonçalves, como eventuais locais das enfermarias. “A ideia é que tenhamos, nesses espaços, cerca de 200 leitos, capazes de acolher pessoas que não precisem de tratamento intensivo”, calculou a prefeita Paula.

Centralização da UTI

Hoje, a cidade conta com 30 leitos, entre adultos e pediátricos, no Hospital Escola (HE) UFPel e no Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP) da UCPel, destinados ao atendimento de pacientes da Covid-19. Com as atividades no Centro de Atendimento a Síndromes Gripais, serão oferecidas mais 30 unidades a adultos e 15 a crianças, divididas entre enfermaria e UTI.

A equipe também discutiu a possibilidade de um hospital privado da cidade centralizar a internação dos pacientes que necessitem de Unidade de Tratamento Intensivo durante o pico de transmissão do vírus. 

“No que se refere aos casos mais graves, vamos precisar de leitos mais equipados, com respiradores; daí a importância de termos o apoio de uma instituição particular”, explicou a secretária de saúde.

Para aumentar o número de leitos de UTI, a Prefeitura adquiriu quatro respiradores e aguarda novos equipamentos prometidos pelo Ministério da Saúde.

 UBSs sentinelas

 Na ocasião, ainda foi planejada a estruturação da triagem da população em Unidades Básicas de Saúde que serão, nos próximos dias, consideradas sentinelas, ou seja, referências às pessoas com sintomas de síndromes gripais. Dezesseis UBSs devem se tornar locais específicos do processo terapêutico dessas ocorrências.

O reitor da UFPel colocou à disposição os profissionais de saúde da Universidade para realizar esse serviço. “Podemos auxiliar ainda mais do que já fazemos no trabalho dos postos de saúde, como uma forma de reforçar o atendimento básico e desafogar as unidades de referência, havendo situações mais graves “, salientou. A expectativa é a de que alguns médicos, atualmente afastados do trabalho, sejam chamados ao desempenho das atividades.

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