UFPel começa pesquisa inédita sobre Covid-19 no RS

Agentes da pesquisa irão realizar 4,5 mil testes rápidos para o coronavírus em amostras da população de nove cidades gaúchas neste fim de semana; levantamento é o primeiro de uma série de quatro inquéritos populacionais no RS

O primeiro estudo populacional a levantar o número de pessoas que já contraíram o coronavírus terá início neste sábado (11) em nove cidades gaúchas.

A pesquisa inédita, encomendada pelo Governo do Rio Grande do Sul à Universidade Federal de Pelotas (UFPel), irá estimar a proporção de casos de infecção pelo coronavírus no Estado, incluindo pessoas sem sintomas, conhecer a evolução (velocidade) de propagação do coronavírus e auxiliar na elaboração de estratégias de saúde pública para o enfrentamento da pandemia.

O Rio Grande do Sul vai ser pioneiro em obter dados de prevalência da Covid-19. Até o momento, não se tem ideia do real grau de circulação do vírus, quantas pessoas foram infectadas.

O primeiro levantamento, de uma série de quatro inquéritos populacionais, será realizado neste sábado (11) e domingo (12) em nove cidades das regiões geográficas do RS de acordo com critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): Pelotas, Santa Maria, Santa Cruz, Uruguaiana, Passo Fundo, Ijuí, Caxias, Canoas e Porto Alegre. As próximas etapas serão realizadas em intervalos de quinze dias, com inícios previstos para 25 de abril, 9 de maio e 23 de maio.

Neste fim de semana, agentes da pesquisa irão visitar 4,5 mil domicílios escolhidos aleatoriamente por sorteio – 500 em cada uma das cidades – para a realização de testes rápidos para o coronavírus na população. O teste, de fácil aplicação, utiliza uma amostra de sangue (uma gota) da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em aproximadamente 15 minutos. Enquanto o resultado é processado, os entrevistadores aplicam um breve questionário sobre informações sociodemográficas básicas, sintomas da Covid-19 nas últimas semanas, busca por assistência médica e rotina da família em relação às medidas de prevenção e isolamento social.

O teste rápido detecta a presença de anticorpos, as imunoglobulinas IgM e IgG, que são defesas produzidas pelo organismo somente depois de sete a dez dias da data de contágio pelo vírus. Dentro desse período, o resultado pode apontar negativo, mesmo que a pessoa tenha contraído o coronavírus. Em caso de resultado positivo, os participantes recebem um informativo com orientações e, em seguida, serão contatados pela secretaria de saúde local.

O estudo, coordenado pela UFPel, conta com o apoio do Ministério da Saúde e a parceria de outras dez instituições de ensino superior pública e privadas: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA); Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos); Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc); Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ); Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Universidade Federal do Pampa (Unipampa/Uruguaiana); Universidade de Caxias do Sul (UCS); IMED e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/Passo Fundo).O estudo é financiado pela Unimed Porto Alegre, Instituto Cultural Floresta, também da capital, e Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro. Os resultados serão divulgados “em tempo real” por integrantes da coordenação do estudo e do Governo do RS em aproximadamente 48 horas após a finalização de cada rodada do inquérito populacional. 

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