Quarentena: Dormir é para os fracos

“Dormir é para os fracos”, diz uma colega insone.

Nunca tive pneumonia na vida, há dois anos tive, e me pergunto, até hoje, se não foi H1N1.

Ontem à noite noticiaram que o covid-19 é 10 vezes mais agressivo que o H1N1. Se todo mundo terá contato com o vírus, como dizem os especialistas, a maioria vai ter de metabolizá-lo.

É uma doença nova, desconhecida. Caprichosa, a Criação!

Ontem encostei o cigarro. Tenho me exercitado no chão da sala, metido a cara no trabalho, me correspondido com filho e pai, os elos da coisa toda, sentido umas saudades.

Outro dia fiz uma coisa que há muito não fazia. Pus uma música no celular e tirei minha mulher para dançar, como meu pai fazia em casa com minha mãe. Na cozinha. Ela achou graça. Sou medíocre dançando junto, aprendi um passo na juventude e o repito pela vida, avanços horários ridículos, mas honestos. Faço o melhor que posso.

Não sei onde essa onda toda vai desaguar. Uma hora vai e, quando acontecer, tudo será apenas memória até ser esquecido. Não sinto exatamente medo. É mais uma perplexidade. Quando abro a janela para me aquecer, franzo os olhos para o Sol.

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