Pandemia acelera mudanças no mundo do trabalho

Conversando com amigos, um juiz de Porto Alegre e um empresário local, trocamos impressões sobre os reflexos da pandemia no mundo do trabalho, que acabam por influenciar o nosso modo de viver.

Reproduzo abaixo o que cada um disse:

Eu disse:

“Outro dia, quando vi o Gilmar Mendes, de casa, em live com jornalistas da Globo, num tom doméstico, me passou que a pandemia pode estar mudando a forma de fazer jornalismo.

A conversação virou uma coisa corrente, sem o distanciamento entre a coleta da informação, o processamento mental dela em contexto.

A conversação ao vivo, sem necessariamente afirmar nada definitivamente, só isso, prende a gente.

Uma grande cogitação, pontuada aqui e ali por uma notícia mais clara e definida.

A notícia perdeu o status de acontecimento histórico, é o que falamos sobre ela, nossas leituras que prevalecem”.

O juiz de tribunal, que já tem pouca audiência presencial, disse:

“Todos os aspectos estão mudando.

Minha ‘repartição’, por exemplo.

Estamos continuando o trabalho normal, cada um da sua casa.

Se fosse nos dias de hoje construir um prédio público para nós, já não faria sentido. Os funcionários cumprirem horário também não faz sentido.

Mas são resquícios de uma maneira antiga de trabalhar. Que vão custar a ir embora de vez. Mas, como dizia a música, o novo sempre vem”.

O empresário disse:

“Tem outra coisa: a população não vai aumentar daqui pra frente.

Não tem sentido investir mais em enormes estruturas físicas.

Tem que ir mantendo e restaurando o que tem.

Para construir, só vale se for para mudar o estilo de convivência etc”.

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