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Erros do passado e suas consequências – A Educação tem pressa!

Aqui em Pelotas não foi diferente. Em meio ao ano letivo os estudantes tiveram que se confinarem em suas casas e abandonarem os estudos. Muitas Escolas, particulares é bem verdade, já com alguma experiência na utilização de plataformas avançadas em computação, portanto aptas a utilizarem a Internet como meio de ensino a distância, montaram programas educacionais e continuaram as atividades pedagógicas de forma não presencial.

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…” A escola deve incentivar a comunicação entre as diversas áreas do saber e a busca das relações entre os campos do conhecimento, desmoronando as fronteiras que inibem e reprimem a aprendizagem. Trata-se da transcendência do pensamento linear que, sozinho, é reducionista. Transdisciplinaridade é a prática do que une e não separa o múltiplo e o diverso no processo de construção do conhecimento”. (Edgar Morin)

Políticas Educacionais equivocadas, erradas e aéticas deformaram a Educação brasileira, precisou um primitivo vírus desnudar o descaso com a Educação e mostrar o fundo do poço.

Nosso cérebro, poderoso órgão que opera em rede, busca informações antigas, anexa-as às mais recentes; trabalha exatamente como o computador, com hipertextos armazenados em seu banco de memória.

Através de “foto células” biológicas localizadas no hipotálamo, coordena as ações de acordo com a hora do dia, com a posição solar e as necessidades operatórias armazenadas nos genes, bytes biológicos, só que mais perfeitos.

Concretamente: nosso cérebro biológico trabalha em rede e, como o cérebro eletrônico, não linearmente, reunindo em um único pensamento e, a cada pensamento, um número elevado de informações que, diferentemente da “cibermáquina”, ainda tem a capacidade de dar significado à informação produzindo conhecimento que haverá de gerar mais informações.

A capacidade de entender a complexidade inserida neste planeta em que seus mais longínquos pontos se aproximam mais a cada minuto pelos avanços tecnológicos.

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Premissas que colocam nas mãos do sistema educacional uma enorme responsabilidade para que ocorra uma mudança na mesma proporção e intensidade dos mecanismos e processos de ensino/aprendizagem.

A Escola tem que acompanhar estas evoluções tecnológicas na mesma velocidade em que estas ocorrem, para tanto, os professores terão que estar em contínuo trabalho de formação continuada, mais do que nunca as informações e conhecimentos deverão se “descompartimentar” e evoluir para uma construção de competências que esteja de acordo com uma visão de complexidade e de que não há terminalidade, ponto final ou destino definido para o conhecimento.

Hoje, frente a uma crise mundial causada pela epidemia do Coronavírus – COVID-19, todas as atividades humanas sofreram solução de continuidade. Uma destas atividades é justamente a de ensino/aprendizagem.

As Escolas do mundo inteiro foram paralisadas, pois, sendo basicamente presenciais, tiveram que colocar seus alunos em casa, distantes fisicamente do tradicional ambiente escolar.

Foi neste momento que se viu a importância de se ter, em épocas anteriores, preparado o Sistema Educacional para a utilização das novas Tecnologias de Informação e Comunicação, alicerçadas nos computadores e todos os seus periféricos para que pudesse se fazer um Ensino remoto, a distância, com qualidade e que pudesse superar este momento.

Em Pelotas

Aqui em Pelotas não foi diferente. Em meio ao ano letivo os estudantes tiveram que se confinarem em suas casas e abandonarem os estudos. Muitas Escolas, particulares é bem verdade, já com alguma experiência na utilização de plataformas avançadas em computação, portanto aptas a utilizarem a Internet como meio de ensino a distância, montaram programas educacionais e continuaram as atividades pedagógicas de forma não presencial.

E os alunos das Redes Públicas de Ensino, municipais, estaduais e federais, como ficariam já que estas plataformas não são acessíveis a maioria de suas clientelas? Porque não estavam preparadas para um momento deste? O que foi ou deveria ter sido feito para que isto não ocorresse?

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Resposta simples: A Educação Básica nas Escolas Públicas, principalmente, não tem sido nas últimas décadas uma prioridade nas políticas de governo, a não ser nas campanhas eleitorais.

Surpreendidos

Quando se propôs, em 2012, uma mudança drástica neste procedimento pedagógico, inserindo a Escola Pública Municipal no novo mundo das Tecnologias de Informação e, para tanto, buscou-se Programas para esta área no Ministério da Educação, que visavam Formação Continuada de Professores, recuperação e ampliação das Salas de Informática, entrada no Programa de Tablets para os alunos da Rede Municipal –PROUCA, entre outros e começamos a ter sucesso nos acolhimentos de nossas propostas junto a este Ministério, inclusive já em análise (naquele mesmo ano) e, vejam bem, a fundo perdido. Claro que as instalações como salas de aula e rede elétrica, por exemplo seriam a contrapartida do Município.

Tudo encaminhado. Fazendo a nossa parte com pessoal motivado, fomos surpreendidos por uma mudança de direção da Secretaria Municipal de Educação, com esta mudança, a mudança de nomes e, lamentavelmente, de prioridades, isto é, outros direcionamentos, o que parecia normal em qualquer mudança político administrativa.

A certeza daqueles neófitos de que estava certa naquela nova diretriz e suas prioridades, revela-se hoje, oito anos depois, sem nenhuma perspectiva de, mesmo que emergencialmente, superar aquele erro do passado de não se acompanhar osavanços tecnológicos, pois, da forma como estamos, a maioria das crianças e jovens das nossas escolas municipais realmente não poderão ter acesso a esta “novidade” que, pasmem, já tem mais de duas décadas de atraso na sua execução.

Perdemos o passo da História, atrasamo-nos no tempo e com isto puxamos para baixo uma geração inteira e, pior, aprofundamos a diferença entre aqueles alunos que tiveram a sorte de estudarem nas Redes Particulares de Ensino e os alunos das Redes Públicas.

Passada a crise, este tema terá que ser estudado de forma competente, ética e justa, pois não poderemos sacrificar mais nossas crianças e jovens por conta de nossas escolhas erradas, feitas por pessoas erradas e despreparadas.

Mesmo aposentado, antes de tudo isto, aperfeiçoei-me em Informática na Educação, pois entendia, há 20 anos, que não haveria outro caminho para que a Educação e todo o Sistema Educacional acompanhassem toda a evolução tecnológica, com ganhos individuais e coletivos, inclusive reduzindo esta monumental diferença entre as crianças e jovens quanto ao acesso a um conhecimento de qualidade e a uma construção de competências que oportunize a todos igualdade de condições para disputarem mercado de trabalho em busca de uma vida digna.

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Neiff Satte Alam é professor Universitário Aposentado – UFPEL Biólogo e Especialista em Informática na Educação

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Banco do Brasil faz mutirão de renegociação de dívidas

Também será possível descontos nas taxas de juros e prazo de até 100 meses

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O Banco do Brasil (BB) começa nesta segunda-feira (6) um mutirão de negociação de dívidas que vai até o dia 17 de dezembro, com descontos de até 95% para pagamento à vista das dívidas vencidas. Também será possível descontos nas taxas de juros e prazo de até 100 meses para renegociação a prazo de operações vencidas, conforme o banco.

“As condições estão disponíveis para mais de 3,5 milhões de clientes – pessoa física, produtor rural e pessoa jurídica, que possuam dívidas inadimplidas oriundas de operações de crédito pessoal, cartão de crédito, cheque especial e outras”, diz nota da instituição financeira.

Para fazer a negociação os clientes podem procurar as agências do banco também os canais digitais: internet, App, WhatsApp (61-4004-0001) e pela Central de Atendimento (4004-001/ 0800 729 0001). 

Segundo a gerência executiva da Unidade Cobrança e Reestruturação de Ativos Operacionais do BB, o mutirão de renegociação “visa proporcionar aos nossos clientes a possibilidade de renegociar suas dívidas, para começar 2022 tranquilo, além de incentivar a educação e planejamento financeiro pessoal e contribuir para a retomada da economia”.

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Aos 72 anos, morre a atriz Mila Moreira

Mila começou a trabalhar como modelo nos anos 60

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Morreu hoje (6), no Rio de Janeiro, a atriz Marilda Moreira da Silva, conhecida por Mila Moreira. Ela tinha 72 anos e estava internada no Hospital Copa Star, em Copacabana. A causa da morte não foi divulgada.

Mila começou a trabalhar como modelo nos anos 60. Nos anos 70, foi jurada do programa do Chacrinha.

Ela foi uma das primeiras modelos a migrarem do mundo da moda para as novelas de televisão. Em 1979, trabalhou na sua primeira novela: Marrom Glacê, de Cassiano Gabus Mendes, na Rede Globo.

Participou de mais de 30 novelas e minisséries para a televisão. No cinema, trabalhou em seis produções.

Mila Moreira foi casada com o designer Hans Donner e com os atores Luis Gustavo, Gracindo Junior e Eduardo Conde.

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Projeto cria cadastro nacional com foto de pedófilos

Os dados serão levantados pelo Conselho Nacional de Justiça

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Um cadastro nacional vai reunir pessoas condenadas por crimes relacionados à pedofilia. A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (6) o projeto de lei que cria esse cadastro. 

Os dados serão levantados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além das informações, a ficha contará com foto do condenado.

Entre os crimes estão estupro de vulnerável; corrupção de menores; exploração sexual de criança, adolescente ou vulnerável; e delitos praticados por meios digitais, como produzir, armazenar, divulgar ou expor vídeo de sexo envolvendo criança ou adolescente.

A matéria é de autoria do deputado Nivaldo Albuquerque (PTB-AL) e será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Como tem caráter conclusivo, uma vez aprovada, não vai a plenário.

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