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Brasil & Mundo

Argumento de Bolsonaro é reativo e frágil

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O presidente Jair Bolsonaro decidiu nomear Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Ramagem, segundo a imprensa, é amigo de Carlos, filho de Bolsonaro. Uma foto que circula nas redes, publicada em vários veículos, mostra os dois juntos no último reveillon.

“E daí? Devo escolher alguém amigo de quem?”, respondeu o presidente nas redes, ao ser questionado pela troca. Carlos também foi às redes afirmar algo parecido: “E tem que nomear inimigo?”

O raciocínio de pai e filho é reativo, polarizado, extremado. A questão não é como eles veem. Não tem que nomear amigo nem inimigo. Precisa de distanciamento e critério impessoal na escolha, só isso.

O fato é que, antes de começar o governo, o presidente prometeu carta branca a Sergio Moro. Moro pediu carta branca justamente para impedir que a PF fosse utilizada politicamente.

Ao quebrar a promessa, e, pior, passando a pressionar Moro para substituir Maurício Valeixo, escolha de Moro, pouco antes da revelação de que a PF identificou Carlos como integrante de uma rede de fake news a serviço do governo, o presidente não convence ao substituir Valeixo.

“Ele (Valeixo) estava cansado”, justifica o presidente. Moro completa: “Sim, cansado, mas cansado porque vinha sendo pressionado a sair”.

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Supondo que Valeixo quisesse de fato sair. Para honrar a promessa republicana lá atrás, o lógico é que Moro, não o presidente, escolhesse o sucessor, não?

A justificativa presidencial só fica de pé no raciocínio particular do presidente e do filho, que, com frequência, entram em contradição com a realidade dos fatos como eles são ou, pelo menos, deveriam ser num governo sério.

Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem, no reveillon

Jornalista. Editor do Amigos. Ex-funcionário do Senado Federal, do Ministério da Educação e do jornal Correio Braziliense. Prêmio Esso Regional Sul de Jornalismo. Top Blog. Autor do livro Drops de Menta.

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Covid-19: Anvisa inclui eventos adversos graves em bula de medicamento

Problemas foram detectados no tratamento de pacientes com artrite

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta sexta-feira (3) a inclusão de eventos adversos graves na bula do medicamento Olumiant (baricitinibe), da empresa Eli Lily do Brasil.

Segundo a Anvisa, a alteração na bula inclui a adição da advertência de precaução para ocorrência de eventos cardiovasculares adversos maiores e a atualização sobre a ocorrência de tromboembolismo venoso e malignidade, incluindo linfoma.

De acordo com a agência, os eventos adversos foram identificados com base em estudo clínico e em estudo de coorte retrospectivo que avaliou pacientes em tratamento para artrite reumatoide.

“Os prescritores devem considerar esses dados ao avaliar os benefícios e os riscos do tratamento com baricitinibe para cada paciente”, destacou.

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Brasil & Mundo

STF suspende julgamento que proíbe demissão de não vacinados

A análise da portaria foi iniciada ontem em plenário virtual

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O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento da decisão que suspende a vigência de dispositivos da Portaria 620 do Ministério do Trabalho, que proibiu a demissão do trabalhador que não tiver tomado vacina contra a covid-19. A análise foi iniciada ontem (2) e estava prevista para durar uma semana no plenário virtual.

No dia 12 de novembro, o ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso, atendeu ao pedido feito por partidos de oposição e suspendeu o dispositivo que proibia a exigência de comprovante de vacinação na contratação ou para continuidade do vínculo de emprego. Além disso, também ficou suspensa a parte da norma que considerou prática discriminatória a solicitação do cartão de vacinação e a demissão por justa causa pela falta do documento.

O caso foi levado para julgamento no plenário virtual, modalidade na qual os ministros depositam os votos eletronicamente, sem necessidade de reunião presencial. Após o relator e os ministros Alexandre de Morares, Edson Fachin e Cármen Lúcia votarem a favor da suspensão, o ministro Nunes Marques pediu destaque do processo, e o julgamento prosseguirá no plenário presencial. A data da retomada não foi definida.

Antes da decisão do Supremo, a norma do Ministério do Trabalho considerava que constitui “prática discriminatória a obrigatoriedade de certificado de vacinação em processos seletivos de admissão de trabalhadores, assim como a demissão por justa causa de empregado em razão da não apresentação de certificado de vacinação”.

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Brasil & Mundo

Pesquisa Sensus dá Lula com 42%

Na pesquisa espontânea, a vantagem diminui um pouco

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Pesquisa Sensus/IstoÉ, divulgada na manhã desta sexta (3), confirma outras pesquisas e dá o ex-presidente Lula na liderança das intenções de voto.

O petista aparece com 42,6%, enquanto Bolsonaro, recém filiado ao Partido Liberal, tem 24,2%. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 28 de novembro.

O ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro, Sérgio Moro (Podemos), está em terceiro lugar, com 7,5%, seguido por Ciro Gomes (PDT), que tem 5,3%, e João Doria (PSDB), com 1,8%. 2,8% dos entrevistados disseram pretender votar em outros candidatos.

Na pesquisa espontânea, a vantagem diminui um pouco. O ex-presidente é citado por 33,6% das pessoas e Bolsonaro por 21,5%. 38% do eleitorado se disse “indefinido”. Além disso, 61,9% dos eleitores dizem que, se tivesse outra opção, não votariam em nenhum dos dois.

Segundo turno

No levantamento sobre o segundo turno, Lula vence em todos os cenários que participou (contra Bolsonaro, contra Doria e contra Moro).

O único cenário em que Bolsonaro venceria seria contra o governador de São Paulo. Ele perderia, em um eventual segundo turno, para Lula, Ciro e Moro.

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