COGITAÇÕES SOBRE UM “NOVO MUNDO PÓS-PANDEMIA”

Um artigo, publicado na CNN, especula que os cidadãos estão vendo os benefícios do ar limpo nas cidades, do céu azul etc, e vão acelerar a transição energética para energia limpa. Vão pressionar os governos.

Antes acreditavam que o ponto de inflexão seria 2040 e agora especulam se não será agora.

Tenho pensado se a pandemia levará a uma economia mais ecológica. A reação dos governos foi reduzir as atividades ao essencial. E se as pessoas gostarem desse estilo de vida mais simples?

O PIB dos países despencaria, haveria desemprego em massa. A produção focaria em alimentos, saúde, educação, entretenimento.

Haveria muito tempo livre.

Os governos teriam de pagar para as pessoas ficarem em casa e conseguirem satisfazer as necessidades básicas.

Seria um socialismo estilo Admirável Mundo Novo. Um prolongamento ad eternum da vida sob quarentena.

Baseado:

Na superprodução de alimentos.

Na superprodução de mercadorias essenciais.

O pós-capitalismo…

O dia-a-dia seria completamente diferente. A educação. Tudo mudaria.

Uma vez perguntei a um estudioso de O Capital, de Marx, o que aconteceria quando a mais valia (o excedente) fosse tão grande que o custo do capital fosse zero.

Marx previa uma crise nesse caso.

Para mim, ocorreria outra coisa: o socialismo.

A produção seria tão grande e barata que os governos poderiam distribuí-la.

As máquinas e o capital seriam tão abundantes que teriam custo zero.

É o que está acontecendo com o petróleo.

E é para onde o capitalismo está levando a humanidade, com o aumento crescente da produtividade. Para o ócio criativo. Para o socialismo.

Isso já vem acontecendo nos últimos 50 anos, mas está mascarado pela criação de novas “necessidades” não essenciais dos consumidores.

Agora estamos experimentando dispensar essas necessidades não essenciais.

Dispensar o supérfluo e ficar com o absolutamente necessário.

A questão é: o que as pessoas vão preferir? Trabalhar menos, ter menos, levar uma vida ecológica? Trabalhar mais e ter mais supérfluos, usar cada vez mais os recursos naturais?

Uma sociedade voltada para o SER ou para o TER?

Podemos entrar numa nova fase da humanidade? Como o comunismo, que ficou para trás porque não conseguiu acompanhar as inovações do capitalismo. Ou ainda é cedo?

Essa sociedade do SER poderá inovar tecnologia? Ou significará estagnação?

Poderá ter liberdade?

A resposta talvez esteja em sociedades como a sueca.

Em breve copiaremos os nórdicos?

Talvez estejamos em transição para essa nova sociedade, um dos sinais é o desemprego estrutural enorme de pessoas.

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