PANDEMIA: INTERVALO CARO

Ninguém estava preparado para parar por um período tão longo.

O vírus de Wuhan nos colocou num intervalo que se prolonga numa espiral sem fim.

Para nós brasileiros a quarentena começou em meados de março e já se vislumbra que o recesso de atividades escolares, comerciais, industriais e de serviços se estenderá até o início de setembro, conforme previu a Universidade de Singapura, com bases em dados estatísticos colhidos até 20 de abril.  Estamos numa viagem sem prazo de término definido.

Os otimistas torcem por um remédio, nem que seja uma panacéia temporária, mas sabem que a solução é uma vacina que pode surgir, na melhor das hipóteses, no primeiro semestre de 2021.

Vamos ao ponto: a crise mundial desencadeada pela pandemia evidenciou a importância da Saúde como item central da vida humana. Sem Saúde (e seus pilares: Higiene, Medicina, Saneamento), a Vida periclita e colapsa; para equacionar problemas sanitários como essa virose que aí está, não se pode prescindir da Educação e seus fundamentos: a Ciência, a Ecologia, a Engenharia, a Informática.

Por aí se vê quão grande foi o desvio de rota dos governos Temer e Bolsonaro ao congelar os orçamentos da Educação e da Saúde. Tiro no pé, isso é que é, mas atingindo toda a população, especialmente os mais pobres.  

Sem Saúde não adianta forcejar. E, basicamente, para desvendar os mistérios que a Natureza nos apresenta, não podemos dispensar ou menosprezar professores, pesquisadores, cientistas etc. Claro que o problema não é nacional. É global. 

Por enquanto, não é razoável pensar que se deve retomar todas as atividades, recolocando nos trilhos, a todo vapor, o trem da Economia. Pelo menos por um tempo, a Economia não é a prioridade. Além disso, a retomada haverá de ser lenta.

LEMBRETE DE OCASIÃO

“Do dito ao feito hai muito eito”

Fructuoso Rivera (1785-1854), primeiro presidente do Uruguai

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