Prefeitura não testará familiares do rapaz que morreu na UPA Areal

A secretária de Saúde de Pelotas, Roberta Paganini, diz que a prefeitura não vai testar os familiares do pernambucano de 34 anos que morreu nesta sexta (8), após dar entrada na UPA Areal com sintomas gripais e dificuldade para respirar.

Ela alega que nenhum deles “apresenta sintomas graves” e, por isso, seguindo protocolo do Ministério da Saúde, não vai testá-los.

Pois deveriam pensar em testá-los, sim.

Nas pesquisas de campo da UFPel, quando os pesquisados testaram positivo, os pesquisadores aplicaram testes nos familiares e descobriram que, de 12 parentes investigados, 9 estavam infectados.

Talvez a prefeitura resolva testar quando chegar o resultado do exame do rapaz, que foi enviado ao laboratório do estado, Lacen. Eis outro procedimento questionável.

A prefeitura anunciou nesta semana que passou a computar casos verificados em testes rápidos. Poderia, portanto, ter aplicado este teste no rapaz e nos familiares imediatamente, sem adiamentos.

Abaixo, a posição oficial da Secretaria de Saúde:

A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que foi coletado exame do tipo PCR no homem de 34 anos que morreu na Upa Areal na sexta (8). Conforme os protocolos do Ministério da Saúde, esse exame é indicado para aplicação em pacientes que vem a óbito com sintomas relacionados ao novo coronavírus. O exame coletado foi encaminhado ao Lacen para análise. Sobre a testagem dos familiares, a SMS segue os protocolos do MS e da Secretaria Estadual de Saúde, que orientam os municípios a testarem apenas pacientes internados em situação grave. A família do paciente atendido na Upa Areal foi orientada a permanecer em isolamento domiciliar e segue em monitoramento pela SMS.

NOTA OFICIAL SOBRE HOMEM QUE MORREU NA UPA AREAL

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