Para efeito de impeachment, vídeo é uma nulidade e reelege Bolsonaro em 2022

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Do ponto de vista de revelação do que é e como (não) funciona o governo Bolsonaro, do quão primária, personalista, paranoica e absolutamente patrimonialista e autoritária é a visão do presidente Jair Bolsonaro (e de outros), o vídeo é um escândalo. E que pode ter consequência para Bolsonaro, e, em especial, para Salles e Weintraub.

Como subsídio para sustentar a tese da interferência indevida na Polícia Federal, no entanto, é uma nulidade. Se não houvesse a expectativa de uma bala de prata, ainda podia servir como evidência circunstancial, mas, dadas as circunstâncias, foi uma vitória (localizada) para Bolsonaro. A montanha pariu um rato.

Aliás, no que depender desse vídeo, não só Bolsonaro não cai, como se reelege.

Ricardo Rangel | Face do autor

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