Ofensas de Weintraub: ‘É o STF que pode estar passando do limite’

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Marcos Hayun, no facebook (Opinião livre)

Acordei, li essa notícia, gelei e não resisti à tentação de abordar um tema que sei vai me causar dor de cabeça. Para um liberal, entretanto, é questão de princípios e acho que estamos caminhando para um Estado que deseja controlar até a opinião que podemos ter.

“Ah, mas o Weintraub passou dos limites!”, alguns podem dizer.

Não, nunca. É o STF que pode estar passando do limite.

Com o Weintraub você pode concordar ou não. Esse é o seu direito, e é basicamente o mesmo direito supostamente inalienável que o STF pensa em punir.

Vou além. Gostaria que o Brasil trilhasse o caminho da liberdade e da democracia plenas.

Nos EUA, exemplo icônico na matéria, você pode defender qualquer coisa, por mais imbecil ou abjeta que o consenso acredite ser, em praça pública, na redes sociais ou em conversas privadas. Pouco importa.

Não é a toa que este é o primeiro artigo da constituição deles e o único limite é o de não incitar a violência. Um cidadão lá pode pensar e dizer o que bem entender. Eles apostam que o livre mercado das ideias funciona de maneira semelhante ao livre mercado econômico. As boas ideias e produtos prosperam, os ruins fracassam.

Um bom termômetro, pouca gente sabe, mas é o fato de que existem um Partido Nazista e um Partido Comunista nos EUA. Qual a relevância deles? Nenhuma. E o melhor, ninguém precisou proibir que se manifestem.

A julgar pelo seu extraordinário desenvolvimento econômico e o fato de não terem tido uma ditadura sequer nestes 230 anos, acho que podemos concluir que liberdade funciona.

Quando delegamos nossas consciências à tutela do Estado, o máximo que podemos esperar é que os poderosos tenham piedade de nós.

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