BOLSONARO: ‘TUDO APONTA PARA UMA CRISE’

Em uma postagem no Twitter, Bolsonaro analisa notícias sobre as ofensivas do Judiciário sobre sua família e sobre o governo na imprensa e diz que “tudo aponta para uma crise”:

Do Twitter de Bolsonaro:

“Primeiras páginas dos jornais abordaram com diferentes destaques, as decisões envolvendo a atuação do STF, da PF, do TCH e do TSE em relação ao governo Bolsonaro e seus aliados.

O ministro do STF, Celso de Mello, fez um pedido de investigação contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro, à Procuradoria Geral da República, por crime de incitação à subversão da ordem política ou social. A prática viola a Lei de Segurança Nacional.

A notícia-crime foi protocolada na Corte depois do parlamentar dizer, em um vídeo publicado nas redes sociais, que não se trata de uma questão de ‘se’, e sim ‘quando’ haverá uma ruptura político-institucional.

Nas primeiras páginas dos jornais, o pedido da PF para a prorrogação das investigações do inquérito, no âmbito do STF, que apura se o PR interferiu politicamente, ou não, na PF, segundo a acusação do ex-ministro Sérgio Moro. PF que ouvir oficialmente o PR sobre a denúncia.

Estadão e O Globo publicam, o pedido do ministro Og Fernandes, do TSE, para que a chapa Bolsonaro/Mourão se manifeste, em três dias, sobre a inclusão de informações do inquérito das fakenews em dois processos da Justiça Eleitoral, que questionam a diplomação dos dois.

A acusação é a de que a chapa usou empresas para efetuar disparos em massa de mensagens com notícias falsas contra opositores. ? *- Estadão realça que esse seria o caminho mais próximo para retirá-los do Poder.*

Estadão: a investigação do STF para apurar ‘fakenews’ contra ministros da Corte pode chegar ao chamado ‘gabinete do ódio’, que trabalharia próximo ao PR e seria comandado por Carlos Bolsonaro. Faltando 45 dias p/ conclusão, o jornal já fala da intenção de prorrogar o inquérito

Estadão noticia que o subprocurador, Lucas Furtado, ingressou com uma representação para que o plenário do analise se a ação do grupo de servidores é financiada, ou não, por recursos públicos. O grupo teria 23 servidores na assessoria especial do gabinete presidencial.

Rede desistiu da ação, que solicitava o fim do inquérito aberto para apurar ataques e ofensas ao STF. Agora, o partido não quer o final do inquérito, que serviu para o ministro-relator, Alexandre de Moraes, acusar um rol de pessoas ligadas ao PR. E que a PGR quer suspender.

O inquérito, diz o partido, apresentava ‘inquietantes indícios antidemocráticos’, mas, um ano depois, ‘se converteu em um dos principais instrumentos de defesa da democracia’. Oportunismo jurídico. O ministro Edson Fachin decidirá se aceita ou não o pedido da Rede.

Jornais também destacaram na suas capas o manifesto dos procuradores da República, com a assinatura de 590 de 1.150 integrantes do MPF, para a adoção da lista tríplice para a nomeação do chefe da instituição.

Segundo a leitura política da mídia, o manifesto é uma reação à postura do atual PGR, Augusto Aras, que estaria favorecendo o PR, e foi escolhido fora da lista tríplice encaminhada ao Presidente da República.

Na capa da Folha de S. Paulo e do O Globo o fato do ministro da Educação, Abraham Weintraub, ter ficado calado no depoimento à Polícia Federal, no prédio do MEC, sobre suas declarações contra os ministros do STF na reunião ministerial do dia 22 de abril.

PR lhe concedeu a medalha do mérito naval, que a mídia entendeu como uma ‘provocação.’ Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou a atacar Weintraub, lamentando o país ter um ‘ministro tão desqualificado.’

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