O claustrofóbico 7500

Quem nunca assistiu a um filme que se passa dentro de um avião? Essas produções provam que um cenário claustrofóbico é perfeito para contar as mais variadas histórias, sejam elas reais como Sully e Voo United 93, dramas como O Voo e Plano de Voo, ou então um suspense, como é o caso de Voo Noturno. Agora chegou a vez da Amazon Prime Video adicionar mais um filme a essa lista com o thriller dramático 7500.

Em um voo de Berlim para Paris, o filme centra sua trama em Tobias Ellis (Joseph Gordon-Levitt), copiloto da aeronave, que está viajando ao lado do Capitão Michael Lutzmann (Carlo Kitzlinger), enquanto sua namorada, Gökce (Aylin Tezel), trabalha como uma das comissárias.

Pouco depois de o avião decolar, terroristas armados com facas improvisadas atacam a cabine de comando. Tobias entra em contato com a torre de controle e anuncia o número 7500 (um código para pedido de socorro por sequestro). Porém, os sequestradores ameaçam matar os reféns caso ele não os deixe entrar na cabine.

Ao invés de detalhar todo o pânico dos passageiros, como normalmente estamos acostumados a ver, o diretor Patrick Vollrath opta por filmar apenas um ambiente o tempo todo.

A cabine em que Tobias se encontra é extremamente pequena, o que inevitavelmente traz a sensação de claustrofobia que já mencionei, mas o protagonista também se encontra em uma situação angustiante, na qual precisa decidir se abre seu compartimento para os sequestradores ou um passageiro morrerá. Enquanto isso, o espectador assiste o que ocorre fora da cabine principal através da câmera de segurança interna.

À medida que a narrativa se desenrola, percebe-se que o roteiro não consegue se sustentar por muito tempo. Ao longo dos 93 minutos de duração, o filme apresenta situações que ocorrem convenientemente dentro da cabine e, com isso, a tensão inicial acaba perdendo a força. Além disso, a justificativa para a motivação dos terroristas é apresentada de forma brusca e nem sequer é aprofundada.

7500 se sustenta no terror psicológico e na atuação segura de seu protagonista. Um filme interessante, não original, e que não empolga.

Déborah Schmidt é formada em administração e servidora.

1 thought on “O claustrofóbico 7500

  1. DESEJO SABER PORQUE AS OBRAS DO ETA SÃO GONÇALO, QUE COMEÇARAM EM 2015 E TERMINARIAM EM 2018, NÃO FORAM CONCLUIDAS, INCLUSIVE COM BOATOS QUE ESTARIAM PARALIZADAS. ACREDITO QUE SEJA ASSUNTO QUE INTERESSA A TODA COMUNIDADE PELOTENSE

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor. Abç.