José Raymundo humanizou a doença na cidade

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Como dito no post anterior, legalmente nada impede a prefeitura de divulgar a profissão dos infectados pela covid-19.

Em Rio Grande divulgam e isso permite uma geografia da incidência no ambiente de trabalho. Não divulgar é apenas uma política da administração local.

Como o paciente tem direito a não ser identificado, a prefeitura considera ciosamente que revelar a profissão é uma pista no rumo da identidade. Parece exagero, e é, a não ser que o infectado seja, digamos, um padre.

O único paciente de covid com rosto conhecido em Pelotas, infelizmente uma das três vítimas da doença, é José Raymundo, médico e professor. Ele e a família não se importaram que a identidade fosse revelada.

Não precisavam tê-lo feito, mas, ao fazê-lo, desprendidos, ultrapassando todas as preocupações, humanizaram a doença, algo que números não conseguem.

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