SE JESUS FOSSE PELOTENSE

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Ao contrário de Rio Grande, Pelotas não divulga as profissões dos infectados de covid. Uma pena. Divulgar permitiria traçar uma geografia da contaminação nos ambientes de trabalho.

A alegação é de que há um protocolo do Ministério de Saúde que proíbe. Chequei. Não existe tal protocolo. Não divulgar a profissão é uma política da prefeitura local.

De minha parte, como jornalista, não há problema nenhum que não divulguem. Mas não deixo de notar esse traço nosso.

Pelotas é tão ciosa de identidades em situações que logo considera como delicadas, que evita até o que julga serem “pistas”.

Me disse uma pessoa ligada ao governo que, “como a cidade é pequena”, acham que, informando a profissão, as pessoas logo descobrirão.

Talvez não seja bem a cidade que seja pequena…

Resumindo.

Se Jesus fosse pelotense, a notícia de sua crucifixão seria: “Um homem de barba foi crucificado ontem…”.

Já a ressurreição seria: “O pelotense Jesus, filho dos estimados José e Maria, ressuscitou ontem…”

Somos assim.

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