Paula apresenta números da covid em videoconferência da Associação Comercial

Na palestra que fez na manhã desta terça-feira (7), na Associação Comercial, a prefeita Paula mostrou gráficos da covid na cidade, mostrando a posição de Pelotas em relação ao número de casos confirmados no Rio Grande do Sul e quanto à incidência para cada 100 mil habitantes dos 20 maiores municípios em população do Estado.

Segundo ela, Pelotas está em 20º lugar no número de casos e no 18º lugar na incidência por 100 mil habitantes.

“Sempre soubemos superar momentos difíceis. Pelotas conta com uma sociedade que não tem medo do trabalho. Não acredito que seja diferente desta vez”, afirmou.

Ela apresentou também números de internações e de leitos de Enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com base no boletim epidemiológico nº 110, o qual informa a ocupação de 10 leitos de UTI e de nove de enfermarias.

Paula disse que uma justificativa para o fechamento do comércio – medida determinada pelo Decreto 6.288 – foi a evolução da doença a partir do dia 19 de junho, um dia antes do primeiro óbito registrado. Daquela data em diante, houve 150 novos casos, seis óbitos, 12 internados a mais (aumento de 142%) e nove acréscimos de internações em UTI (de 3% para 29% da capacidade dos leitos).

“A informação é fundamental neste momento. Sempre tratei tudo com transparência. Houve alguns momentos em que até usaram o que falei contra mim. Mas não tenho o que esconder; sempre serei transparente”, garantiu Paula.

Para finalizar, a prefeita ainda traçou uma linha do tempo, de fevereiro até o momento, sobre a evolução do sistema de saúde e os complicadores da situação atual. “Estamos enfrentando a escassez de medicamentos anestésicos – um problema nacional -, e, também, a falta de equipes médicas para abrir novos leitos. Além disso, temos equipamentos, como respiradores, mas precisamos fazer reformas para aumentar o número de enfermarias e de UTIs”, informou.

Paula defendeu que, por ser uma cidade de comércio e serviços, é necessário estancar o movimento nestes setores para aumentar o índice de isolamento social, a fim de não colapsar o sistema de saúde.

“Me comprometi a reavaliar diariamente, semanalmente, essa questão. Se as coisas estiverem mais tranquilas na semana que vem, podemos avaliar uma flexibilização das atividades que restringi além da bandeira. Eu não queria ter fechado setores. A minha ideia é sempre seguir em frente, mas o cenário me fez tomar essa decisão. Sempre usarei o princípio da precaução”, finalizou.

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