Pastoral cloroquina

Estamos chegando naquele ponto em que as situações vão ficando surreais, quadros de Dali, em que os elementos, distorcidos pela percepção, vão formando realidades paralelas na mente.

Nesta quinta, 16, um quarteto de pastores evangélicos, com interveniência de um vereador, Marcola, obteve espaço na agenda para ser recebido pela prefeita Paula, PSDB.

Marcola, de vermelho, acompanhou o grupo.

O grupo entregou a Paula o que a assessoria de imprensa noticiou como “um documento com pesquisa realizada pela classe, sobre o tratamento precoce para o novo coronavírus“. Não se fala que pesquisa é, nem de onde saiu, certamente não foi por revelação divina.

A notícia da prefeitura foi enxuta, a mais curta de que me lembro de ter lido no site oficial.

Os pastores não são nominados, apenas a prefeita e o vereador que arranjou o encontro e marcou pontos com a pastoral, que passou a defender um medicamento que até pode ser útil, mas que ainda não possui comprovação científica de eficácia.

O surrealismo se completa nas interseções: evangélicos são fortes apoiadores do presidente Bolsonaro, que acredita nos poderes da cloroquina. Já o encontro foi marcado por um vereador que, depois de uma vida no PT, partido anti-Bolsonaro, outro dia o trocou pelo PTB.

UFPel alerta sobre uso de medicamento de eficácia não comprovada para covid-19

3 thoughts on “Pastoral cloroquina

  1. Prezado Rubens, o Vereador Marcola não é mais do PT desde março desde ano. O mesmo enfrentava procedimento interno que pedia sua expulsão.

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