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Brasil & Mundo

“Quando agosto chegar”. Por Mateus Bandeira

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Desde que a pandemia começou, publiquei uma meia dúzia de artigos sobre o assunto em diferentes veículos.

Em 24 de março, o Blog do Coppola publicou um Boletim Especial-Coronavírus, onde incluiu artigo de minha autoria, cujo título era “Quando agosto chegar…”

Alertei sobre o vírus do pânico, da desinformação e da obstrução do debate, que se alastrava mais que o SARS-CoV-2, o responsável pela pandemia de covid-19.

Mateus Bandeira

O que me assustava mais do que as perdas humanas pelo coronavírus, que não são desprezíveis, eram as mortes, quebradeiras e desempregos que estavam sendo gestadas pela recessão, que pode durar anos, fruto das decisões irrefletidas, desproporcionais e exageradas em relação à economia, e insuficientes em relação às questões sanitárias, que a maioria de governadores e prefeitos estavam adotando.

A questão principal que levantei: o que causará mais mortes e mais prejuízos: o vírus ou a iminente crise econômica?

Trouxe os argumentos de quem já havia enfrentado uma pandemia (Osmar Terra) e dizia que, fechar o comércio, suspender aulas e proibir o transporte público não resolveria, apenas assustaria as pessoas. Mais efetivo seria cuidar das pessoas vulneráveis.

Naquela ocasião, há exatos 4 meses, o editorial do Wall Street Journal (do dia 19/março), Rethinking the Coronavirus Shutdown, já propunha repensar o colapso que poderia advir da paralisação da economia por conta do coronavírus.

Bem, mas o importante é salvar vidas. Sem dúvida, é papel do Estado salvar vidas. Mas todas as vidas

O prestigiado periódico previa um “tsunami que vai destruir a economia e provocar a perda de milhões de empregos, já que o comércio e o setor produtivo simplesmente pararam”.

Nada muito diferente do que se vislumbrava – e aconteceu – aqui no Brasil. “Não existe dinheiro suficiente para compensar perdas desta proporção que estamos vendo caso esta paralisação continue por mais semanas”, alertava o WSJ.

O desemprego no Brasil está aumentando e pequenas e microempresas fechando. Se os EUA, a maior economia do planeta, terá dificuldades para evitar a recessão, o que dizer do Brasil, cujo PIB vem se arrastando desde 2014?

Bem, mas o importante é salvar vidas. Sem dúvida, é papel do Estado salvar vidas. Mas todas as vidas. As das vítimas do coronavírus e das vítimas da recessão econômica. Ou, pior, da depressão que vem aí, fruto de decisões equivocadas.

A recessão mata. E não estamos falando da fome, do desalento, do aumento da criminalidade, das falências, de mais uma década perdida. Mas de óbitos adicionais por câncer e outras enfermidades, como consequência da recessão – sem falar em tragédias pessoais e famílias destruídas.

A paralisação inconsequente e intempestiva imposta pelos governos do RS e de Porto Alegre vai trazer consequências danosas e pode durar anos, 2020 já está perdido.

Eu acabei o artigo assim:

“No Rio Grande, no começo do inverno, tempo de mortes em consequência do frio inclemente, se diz, com humor, que, caso os mais velhos cheguem até agosto, ganham mais um ano de vida. Se, quando agosto de 2020 chegar, continuarmos nesta toada irracional, talvez estejamos apenas no começo de um longo, depressivo e mortífero inverno econômico.”

Pois agosto está chegando, e continuamos nessa toada irracional.

No caso da Porto Alegre, que inacreditavelmente se encaminha para o lockdown já quase em agosto, compartilho o vídeo do Ricardo Gomes sobre razões que nos trouxeram até aqui.

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1 Comment

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  1. BONI POETSCH

    25/07/2020 at 3:00 PM

    Belo artigo de Mateus Bandeira. Parabéns.

Obrigado por participar. Comentários podem ser rejeitados ou ter a redação moderada. Escreva com civilidade, por favor. Abç.

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Justiça do Rio manda Eduardo Leite excluir vídeo que cita Chico Buarque

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Do Conjur: Como o cantor Chico Buarque não autorizou que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), publicasse imagens do artista em redes sociais, o 6º Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro reconsiderou decisão anterior e concedeu liminar para ordenar que o político retire o material de suas páginas.

Chico Buarque

Em 13 de setembro, o juiz Fernando Rocha Lovisi negou a liminar por entender que não estavam presentes os pressupostos legais e por ser necessário ouvir as partes. Porém, o juiz revogou essa decisão e concedeu a liminar neste domingo (19/9), impondo multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

“Realmente, equivocada foi a decisão de folhas 28. Melhor examinando os autos, a utilização da imagem e nome do autor [Chico Buarque], vinculados e em benefício do primeiro réu [Eduardo Leite], nas redes sociais, está comprovada. Tal utilização não é da vontade do autor, conforme explicado na petição inicial e no pedido de reconsideração. Assim, a permanência da publicidade indevida será de difícil reparação para a imagem e nome do autor”, avaliou Lovisi.

No vídeo publicado em suas redes sociais em 7 de setembro, Eduardo Leite — que tenta ser o candidato do PSDB a presidente em 2022 — prega o fim das polarizações políticas. O governador diz que o verde e o amarelo da bandeira não são do presidente Jair Bolsonaro ou do ex-presidente Lula, mas dos brasileiros.

Leite diz que é preciso respeitar as diferenças e conversar, sem conflitos, com os que pensam de forma distinta. “Basta ver em Chico Buarque e Sérgio Reis duas belezas musicais, e não só duas escolhas políticas. Basta lembrar que nós, assim como eles, somos todos brasileiros”, aponta Leite no vídeo.

Chico Buarque é apoiador do PT, próximo de Lula. Por sua vez, o cantor sertanejo Sérgio Reis é bolsonarista. Recentemente, foi alvo de busca e apreensão ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes devido a sua participação na divulgação de pautas antidemocráticas relacionadas aos atos de 7 de setembro.

Processo 0203211-23.2021.8.19.0001

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Bolsonaro e comitiva comem pizza na rua em Nova York

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Proibido de entrar em restaurantes em Nova York, por não estar vacinado contra a covid-19, o presidente Jair Bolsonaro comeu pizza na rua, juntamente com a comitiva brasileira, neste domingo, 19.

Ao lado dele, o ministro do Turismo, Gilson Machado, aparece com a cueca por cima da camisa.

JB participará da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Tradicionalmente, cabe ao presidente do Brasil abrir a lista de oradores da conferência.

Ministro do Turismo com a cueca por cima da camisa

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Prévias tucanas: Yeda Crusius rejeita Leite e declara apoio a Doria

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A ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, atual presidente nacional do PSDB Mulher, definiu seu candidato nas prévias tucanas para definição do candidato a presidente da República pelo partido.

Ela recusou apoio a Eduardo Leite, governador do RS.

Preferiu João Doria, governador de SP, a quem declarou voto.

As prévias tucanas durarão dois meses. Começam nesta segunda-feira, 20.

Campanha de Doria comemora apoio de Yeda

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