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A Nasa e o preconceito cósmico

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A Nasa está certa. Não faltam motivos para as mudanças que pretende fazer a fim de combater o preconceito a nível cósmico:

1. Os planetas são sete machos brancos hétero (Júpiter, Saturno, Urano, Netuno, Plutão, Marte e Mercúrio) e apenas uma mulher (Vênus). Ainda assim, branca e, apesar de adepta do “meu corpo, minhas regras” (era casada com Vulcano mas rolavam uns pegas com Marte), era exclusivamente hétero também.

(Ok, Plutão nem é mais planeta, mas ajuda a narrativa da goleada de 7 x 1 do machismo planetário.)

2. “O” Sol e “a” Lua evidenciam o quão falocrático é o critério utilizado para batizar os astros, com a reprodução cósmica do sistema patriarcal: todos orbitando o macho alfa (Astro Rei) e o elemento feminino ficando relegado a papel subalterno.

(Ok, em alemão é “die Sonne” (a Sol) e “der Mond” (o Lua), mas – como qualquer argumento contrário ao nosso – isso não vem ao caso.)

3. Simplesmente não há corpos celestes trans. Todos são masculinos ou femininos, numa binariedade transfóbica.

4. “Terra” é uma denominação imposta pela elite pneumocêntrica, e configura uma exclusão antidemocrática de 75% da superfície do planeta. Certo estava o Guilherme Arantes, que já nos anos 80 falava do “Planeta Água” – e a gente achando que era licença poética. O projeto da Nasa deve ter começado ali.

5. Das 12 constelações do zodíaco, só uma é do gênero feminino – e, como não podia deixar de ser, vítima de repressão sexual (Virgem).

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6. “Estrela anã” embute preconceito contra os verticalmente desfavorecidos.

7. “Supernova” é gerontofobia em estado bruto. E as estrelas da melhor idade?

8. “Via Láctea” ofende os veganos.

9. E é melhor nem mencionar os buracos negros.

A Nasa podia começar mudando o nome do Sol para Oxumarê, que é macho e fêmea, e simbolizado pelo arco íris. “O dia amanheceu oxumarelado” soa até melhor que “o dia amanheceu ensolarado”, e ainda mantém a rima, o que facilitará a substituição nos sambas, sonetos, repentes e afins.

Os planetas ressignificados podem ser Iemanjá (ex-Júpiter), Oxum (ex-Saturno), Isis (ex-Netuno), Lakshmi (ex-Urano), Parvat (ex-Mercúrio), Ixchel (ex-Marte), Jaci (ex-Vênus, porque, assim como na Terra, a sororidade astral também não vingou) e Darwin – que não é mulher nem deusa, mas garantiria a representatividade laica com pelo menos um planeta (ou ex-planeta) ateu.

(Ok, Darwin nunca se declarou ateu, mas a gente sabe que ele era.)

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Essas mudanças preliminares já seriam uma forma de amortizar a dívida histórica astronômica que temos com o universo. Ops, com a universa.

Já dei minha contribuição. Agora, um novo nome antibelicista para o Big Bang eu deixo por conta da Nasa.

Eduardo Affonso é colunista de O Globo e, a pedido nosso, autorizou o compartilhamento, aqui, de seus posts no facebook.

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Doria vence as prévias do PSDB

Doria teve 53,9% dos votos. Leite, 44,6%. Virgílio, 1,35%.

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Atualizado: 19h25 de 27/11

João Doria foi o vencedor das prévias do PSDB para concorrer à Presidência da República. O resultado foi divulgado no começo da noite deste sábado, 27.

Dos 44,7 mil filiados habilitados para votar, cerca de 30 mil votaram, contando as votações de domingo passado e deste sábado.

Com mais de 50% dos votos, o governador de São Paulo derrotou Eduardo Leite e Arthur Virgílio Neto.

Doria teve 53,9% dos votos. Leite, 44,6%. Virgílio, 1,35%.

Agora Doria iniciará a pré-campanha e decidirá apenas no ano que vem se vai de fato entrar na corrida eleitoral (pode o PSDB decidir compor com outro candidato).

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Doria começou a campanha como favorito, perdeu força no caminho. Leite ganhou apoio de Aécio Neves, em Minas Gerais, e Geraldo Alckmin, em São Paulo.

Leite equilibrou a disputa e, em certo momento, foi tratado como o novo favorito.

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Holanda analisa 61 casos suspeitos de nova variante

Viajantes foram diagnosticados em voo proveniente da África do Sul

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A República Tcheca e a Alemanha anunciaram neste sábado (27) que investigam suspeitas de casos da nova variante do SARS-CoV-2, a Ômicron. Na Holanda, nesta manhã, chegaram por via aérea 61 pessoas com covid-19 vindas da África do Sul – país onde a cepa foi inicialmente detectada. Autoridades holandesas analisarão se estes passageiros estão infectados com a Ômicron.

Na sexta-feira (26) foi detectado, na Bélgica, o primeiro caso da nova variante em solo europeu – uma jovem adulta sem qualquer ligação com a África do Sul ou países da África Austral, mas que manifestou sintomas 11 dias depois de viajar entre a Turquia e o Egito.

Um dia depois, a República Tcheca e a Alemanha registam os primeiros casos suspeitos desta variante, também conhecida por B.1.1.529.

“Um laboratório está avaliando a possível descoberta de um espécime da variante Ômicron. Estamos aguardando confirmação ou refutação do caso”, informou neste sábado a porta-voz do Governo tcheco, Stepanka Cechova.

Segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública da República Tcheca, o passageiro suspeito visitou a Namíbia.

A Alemanha avalia, ainda, o caso de um viajante vindo da África do Sul. Apesar de não ter se confirmado, o caso gerou alarde no governo alemão.

“A variante Ômicron provavelmente já está presente na Alemanha”, anunciou nesta manhã no Twitter Kai Klose. “Por causa dessa forte suspeita, essa pessoa está isolada em casa. A análise completa dos resultados ainda está em andamento”, disse o ministro.

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Os testes realizados na noite de sexta-feira a um passageiro que chegou ao aeroporto de Frankfurt, oriundo da África do Sul, revelaram “várias mutações típicas do Omicron”, acrescentou.

Na Holanda, pelo menos 61 passageiros de dois voos da África do Sul testaram positivo para a covid-19 na chegada a Amsterdã. As autoridades sanitárias analisam se há entre os casos algum da nova variante Ômicron.

“Sabemos agora que 61 dos resultados [dos testes ao novo coronavírus] foram positivos e 531 negativos”, indicou a autoridade de saúde holandesa (GGD), acrescentando que os passageiros com teste positivo, que chegaram todos na sexta-feira, foram colocados em quarentena num hotel perto do aeroporto Schiphol, em Amsterdã.

Os que tiveram resultado negativo podem continuar viagem caso não residam na Holanda. Caso contrário, terão de ficar em isolamento profilático nas suas residências.

“Os testes positivos vão ser agora analisados para determinar o mais rápido possível se se trata da nova variante”, acrescentaram as autoridades sanitárias holandesas.

A nova variante do coronavírus, detectada pela primeira vez na África do Sul, é considerada “preocupante” pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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Reino Unido tem casos da variante Ômicron e impõe restrições de voo

Cientistas tentam entender as mutações da variante e se as vacinas e os tratamentos existentes são eficazes contra ela

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Austrália e vários outros países se juntaram a nações que impuseram restrições a viagens partindo do sul da África neste sábado, depois que a descoberta da nova variante Ômicron gerou preocupação global e desencadeou uma onda de vendas de ativos nos mercados financeiros.

Mas indicando que tais restrições podem não conter a disseminação da variante, o Reino Unido informou neste sábado que detectou dois casos e autoridades na Alemanha e na República Tcheca também afirmaram ter suspeitas de casos.

A ômicron, classificada como “variante de preocupação” pela Organização Mundial da Saúde, é potencialmente mais contagiosa que as variantes anteriores da doença, embora especialistas ainda não saibam se ela causará uma doença mais ou menos grave em comparação com outras cepas de coronavírus.

A variante foi descoberta pela primeira vez na África do Sul e, desde então, também foi detectada na Bélgica, Botswana, Israel e Hong Kong.

As autoridades holandesas disseram que 61 das cerca de 600 pessoas que chegaram a Amsterdã em dois voos da África do Sul na sexta-feira testaram positivo para o coronavírus. As autoridades de saúde estão realizando mais testes para ver se esses casos envolvem a nova variante.

Uma passageira que chegou da África do Sul na sexta-feira, a fotógrafa holandesa Paula Zimmerman, disse ter testado negativo, mas estava ansiosa com os dias que viriam, depois de passar horas em um voo que provavelmente tinha muitos passageiros infectados.

“Disseram-me que a expectativa é que mais pessoas tenham teste positivo depois de cinco dias. É um pouco assustador a ideia de que você esteve em um avião com muitas pessoas com teste positivo”, disse ela.

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Pode levar semanas para os cientistas entenderem completamente as mutações da variante e se as vacinas e os tratamentos existentes são eficazes contra ela. Ômicron é a quinta variante de preocupação designada pela OMS.

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