Trabalhadores da saúde, do comércio e aposentados: os mais afetados pela Covid

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (SMS) divulgou, nesta terça-feira (11), a sétima análise sobre o perfil profissional dos infectados por coronavírus em Pelotas.

Segundo o levantamento, mais uma vez os profissionais da saúde seguem como os mais afetados, com 18,2% do total de casos confirmados.

Para a área da saúde são inclusos médicos, técnicos, enfermeiros e outros profissionais que prestam serviço dentro de hospitais e outras unidades de atendimento.

Em comparação com a última análise, o número cresceu de 181 para 230 trabalhadores da saúde confirmados com a Covid-19. O estudo foi feito com base nos 1266 casos confirmados até o dia 6 de agosto no município.

Os dados, organizados pelo Observatório de Segurança Pública, mostram que o segundo grupo mais infectado é dos comerciários/atendentes, com 191 confirmados (15,1%). Essa categoria inclui profissionais que trabalham no atendimento ao público, no comércio de itens essenciais e não-essenciais. 

A terceira classe mais impactada pela doença são os aposentados, 12% do total, o que representa 152 pessoas. Os estudantes são o quarto grupo apontado no estudo, com 86 confirmados (6,8%), seguidos de profissionais do lar, que são 4,9% dos casos (62 pessoas). 

Profissões consideradas linha de frente da pandemia, como profissionais da área da saúde, comerciários/atendentes, segurança, transporte e profissionais da comunicação, que muitas vezes deixam de cumprir o isolamento social por integrarem as atividades essenciais, representam 497 dos casos confirmados de Covid-19. 

Prestadores de serviços, segmento que inclui ocupações como pintor, mecânico, serviços gerais, cuidador de idoso, fotógrafo, faxineiro, cabeleireiro, freteiro e autônomos em geral, são 3,7% dos casos (47 indivíduos).

Crianças sem idade escolar foram registrados 28 casos confirmados (2,2%), o que aponta uma necessidade para o cuidado com a faixa etária, que pode ser atingida, mesmo que não integre os grupos considerados de maior risco para a doença. O profissional rural representa 1,1% dos doentes, com 14 infectados.

Categorias que contabilizam menos de 10 casos confirmados, como profissional de tecnologia, profissional de comunicação, profissional portuário, cozinheiro, veterinário, pesquisador, líder religioso e músico, totalizam, juntas, 34 pessoas infectadas.

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